PR: Lula lamenta saída de Palocci, mas vê sucesso em Gleisi

Publicado em sexta-feira, junho 10, 2011 ·

lula3O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, na tarde desta quinta-feira, em Curitiba, que o Brasil perdeu com a saída do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci do cargo, mas previu muito sucesso na parceria Dilma-Gleisi a partir de agora. A senadora Gleisi Hoffmann assumiu na quarta-feira o cargo de ministra-chefe da Casa Civil no lugar de Palocci.

“É uma pena (a saída de Palocci). Não é todo país que tem um quadro político da competência do Palocci. Mas acho, também, que a presidenta Dilma tomou a atitude no momento correto. Acho que a Gleisi é uma figura excepcional. Ela era antes, foi durante seus cinco meses de Senado e será, com certeza, durante todo o governo, uma das pessoas mais competentes deste País”, disse o ex-presidente, que indicou Palocci para o cargo.

Lula brincou ao dizer que, agora, as mulheres estão nos dois principais cargos do Executivo federal. “Fico até com medo do poder que as mulheres estão conquistando. Elas estão ocupando um espaço enorme na política. Mas como conheço a Dilma e conheço a Gleisi, acho que as duas vão fazer muita coisa juntas por esse país. Só estou torcendo para que as coisas deem certo”, disse o petista.

Questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou recurso do governo italiano para revisar a decisão do então presidente Lula, que, no ano passado negou o pedido de extradição de Cesare Battisti, ele disse apenas: “não comento decisão da Suprema Corte”.

Lula esteve em Curitiba para participar do encerramento da marcha do movimento nacional das catadoras de material reciclável. “Tenho compromisso de vida com vocês. E, mesmo fora do governo vou continuar atuando para que, até 2014, não tenhamos mais nenhum lixão a céu aberto neste País” Lula, que durante seu governo abriu o Palácio do Planalto para os catadores, disse que agora, fora da presidência, estará mais disponível para atuar na defesa das questões dos catadores, que pedem a proibição da incineração de resíduos sólidos, o fim dos atravessadores, a profissionalização dos catadores e a retirada das crianças do lixo.

“Deixei a presidência e voltei para minhas origens. Nunca esqueci de onde vim. Não sou catador de material reciclável, mas sou um eterno catador de sonhos e esperança e luto para reciclarmos a cabeça das elites brasileiras que ainda não valorizam o trabalho de vocês”, afirmou.

A segunda queda de Palocci
De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 15 de maio, semanas antes de assumir a chefia da Casa Civil Antonio Palocci (PT) comprou um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Um ano antes, ele havia adquirido um escritório na cidade por R$ 882 mil. Com os novos bens, o patrimônio do ministro teria se multiplicado 20 vezes em quatro anos. O ministro alegou que o lucro foi gerado por sua empresa de consultoria, a Projeto, dentro da legalidade e declarado à Receita Federal. No entanto, ele alegou que cláusulas de sigilo o impediam de revelar maiores detalhes sobre os contratos ou seus clientes.

Mas a onda de denúncias continuou. Na Câmara, o PSDB levantou suspeitas sobre a liberação rápida de cerca de R$ 9 milhões em restituição do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) logo após o primeiro turno das eleições de 2010 a uma empresa, a WTorre. Os valores, relativos aos anos-base 2007 e 2008, teriam sido liberados apenas um mês e meio após o pedido, em duas operações com diferença de quatro minutos entre uma e outra. Em contrapartida, segundo a oposição, a empresa teria financiado a campanha da presidente Dilma Rousseff no valor de R$ 2 milhões. A WTorre seria uma das clientes da empresa de Palocci.

Pressionado pela oposição e pela própria base para que apresentasse uma defesa em público, Palocci concedeu uma única entrevista sobre o tema. Na noite de 3 de junho, ele afirmou ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que sua empresa não atuou com contratos públicos. O ministro disse que trabalhou em fusão de empresas, mas que nunca junto ao Banco Central, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ou ao Ministério da Fazenda para resolver problemas das empresas que procuraram seus serviços.

A Procuradoria Geral da República solicitou explicações ao ministro, mas decidiu arquivar os pedidos de investigação por considerar que não houve indícios de procedimentos ilegais. Mesmo assim, a pressão política sobre Palocci não diminuiu e a articulção da oposição para aprovar uma CPI contra Palocci avançava no Congresso. Diante disso, no dia 7 de junho, o principal ministro de Dilma Rousseff pediu demissão.

Terra

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