Polícia espera quebra de sigilo telefônico de suspeitos que ameaçaram religiosos de Cajazeiras

Publicado em segunda-feira, junho 20, 2011 ·

dom-jose-gonzales-alonsoA Polícia Civil de Cajazeiras está esperando que a Justiça autoriza a quebra do sigilo telefônico para que a perícia possa investigar o teor de todas as ligações feitas pelos principais suspeitos de ameaçarem de morte vários religiosos da Diocese de Cajazeiras, dentre estes o bispo Dom José Gonzáles Alonso.

O delegado Antônio Luis Barbosa Neto disse também que está esperando a devolução das cartas precatórias que foram enviadas para várias cidades das regiões Sul e Nordeste onde vários suspeitos pelas ameaças foram ouvidos. “Tudo isso demanda tempo e nós só podemos dar continuidade às investigações quando estivermos de posse desses documentos e dessa autorização judicial” comentou o delegado.

Ele disse que em Cajazeiras cerca de oito pessoas já foram ouvidas no inquérito policial e que a mesma quantidade de cartas precatórias foram enviadas. Antônio Neto não quis dar mais detalhes sobre o andamento das investigações alegando que isso pode atrapalhar as investigações. “Não podemos falar tudo sobre o caso, mas não corrermos o risco de ter o nosso trabalho prejudicado”, justificou o delegado.

Relembrando o caso – No início desse ano, seis padres da Diocese de Cajazeiras, no Alto Sertão do Estado, além do bispo Dom José Gonzáles Alonso denunciaram que estavam recebendo ameaças de morte e que os autores seria um grupo de ex-seminaristas que foi afastado do seminário por indisciplina. Segundo os religiosos, as ameaças estavam sendo enviadas por meio de torpedos no celular por e-mails. No caso dos celulares, o prefixo da mensagem era de Brasília e da Paraíba. Nas mensagens as pessoas afirmavam que iriam matar os religiosos e depois praticar o suicídio durante evento religioso em praça pública.

A época a Diocese de Cajazeiras chegou a emitir uma nota afirmando que em telefonemas, e-mails, e torpedos, de origem desconhecida, desconhecidos denegriam o clero e seminaristas, com difamações e calúnias, em linguagem desrespeitosa, agressiva e mesmo pornográficas. Por fim as mensagens passaram a conter ameaças de todo tipo, também de morte, pessoais e até coletivas, tentando criar um clima de terror e de chantagem, com caráter extorsivo.

Paulo Cosme

Paraíba.com

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