Polari diz que sabia das denúncias contra Fundação José Américo e foi ele quem pediu investigação da PF

Publicado em sexta-feira, novembro 22, 2013 ·

polariA Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União deflagrada nesta quinta (21) contra envolvidos em esquema de desvio de verbas na Fundação José Américo que presta apoio à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) trouxe à tona um esquema que aconteceu na época em que o secretário de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa, Romulo Polari era reitor.

Respondendo aos questionamentos de que o período investigado, de 2009 a 2012, coincide com o mandato na UFPB, o ex-reitor destacou nesta sexta (22) que estava ciente da operação e que o Controle Interno da universidade aprofundou os achados do TCU e pediu providências à PF e CGU em outubro do ano passado.

De acordo com Polari, foi feita uma auditoria de rotina da união junto à fundação que mantém convênios com a Universidade e que o TCU constatou indícios de fraude. “Logo que concluíram o trabalho, eu tomei conhecimento dos fatos e empreendemos as medidas necessárias como administrador público. Afastamos o dirigente que era servidor da universidade, convocamos o controle interno para aprofundar os achados e segmentou-se ainda mais os indícios, mandamos o relatório do TCU rechaçado pelo Controle Interno pedindo providências À PF e a CGU”, explica.

Uma vez feito esse encaminhamento, segundo Polari, a matéria passa a ser de competência desses órgãos. O ex-reitor explicou que o relatório foi encaminhado de 8 a 9 de novembro e garantiu que todas as providências estão sendo tomadas.

 

De acordo com a nota divulgada pela Polícia Federal nesta quinta (21), a Fundação é acusada de desviar mais de R$ 2 milhões de recursos federais destinados a aquisição de gêneros alimentícios para os Restaurantes Universitários da UFPB. Esses recursos federais teriam sido depositados em contas específicas de convênios para efetuar os desembolsos aos fornecedores de gêneros alimentícios aos Restaurantes Universitários. Ocorre que os gêneros alimentícios nunca foram recebidos, sendo também inexistente a pessoa que os teria recebido.

 

A investigação descobriu, por meio de levantamentos preliminares, que o patrimônio do principal investigado não se mostra compatível com seus rendimentos. Há informações sobre imóveis que ultrapassam o valor de R$ 1 milhão, além de quantidade de veículos acima da média esperada para servidor com rendimentos análogos.

São alvos da investigação servidores públicos federais e empresários, tendo havido buscas nas cidades de João Pessoa/PB, Recife/PE e Campina Grande/PB.

Com informações da Rádio CBN João Pessoa e Assessoria da Polícia Federal.

Marília Domingues

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