PMDB sai despedaçado, PT passa vexame, PSB e PSDB cumprem tabela; confira análise de filiações

Publicado em sexta-feira, outubro 4, 2013 ·

partidosPassado o corre-corre das filiações, é chegada a hora de contabilizar perdas e ganhos. Mesmo com os bancos em greve, no extrato das filiações com vistas às eleições de 2014, uma coisa não se discute nas rodas políticas: o PMDB foi o que mais saiu no vermelho. Se fosse uma empresa, teria quebrado.

 

Perdeu, de cara dois deputados federais, o que por si só representa a maior perda de quaisquer uma das legendas políticas no Estado, Wilson Filho e Benjamin Maranhão. Viu ainda, inerte, o adeus de Iraê Lucena, sem contar nas perdas menos recentes de Doda de Tião, Wilson Braga e lideranças locais como o filho de Márcio Roberto.

 

Com pretensões de encabeçar uma chapa majoritária em 2014, o PMDB saiu do processo de filiações como a Alemanha do pós-guerra.

 

Já o Partido dos Trabalhadores disputa o vexame das filiações com o PMDB. Só não se pode dizer que saiu pior porque não perdeu tanto o que tinha. Por outro lado, o partido da presidente Dilma e do prefeito Luciano Cartaxo, se contentou a anunciar a filiação do presidente da OAB, Odon Bezerra, para fugir do saldo zero. E, claro, do grande e notável e eleitoralmente forte Fernando Milanez Neto, filho do vereador Fernando Milanez, que é do PMDB. Se soubesse deveria ter filiado pela segunda vez o vereador Bira para dar um pouco mais de brilho à festa.

 

Os dois principais partidos da oposição no Estado, portanto, saíram do processo menores ou do mesmo tamanho que entraram.

 

Entre as principais legendas governistas, PSDB e PSB houve uma movimentação dentro dos limites. Não filiaram quase ninguém “do outro lado”, mas filiaram em quantidade e variedade. Especialmente, não brigaram. O PSDB fez a festa dos “ex”, filiando os ex-deputados Dunga Júnior, Armando Abílio e Quinto de Santa Rita, e recheando o bolo com a deputada Iraê Lucena. O PSB da mesma forma, começou com o recheio de Hervázio Bezerra e completou o bolo com o ex-petista Jeová Campos e o ex-prefeito Buba Germano, figuras de proa em suas áreas de atuação. No final, os dois partidos cumpriram, dentro de suas possibilidades, a tabela. Armando o terreno para 2014.

 

O Democratas, coitado, teve que se contentar a comemorar o fato de não perder ninguém.

 

O PTB do ex-senador Wilson Santiago, dentro os medianos, foi o que mais surpreendeu. Confirmou a filiação de um federal – Wilson Filho – e de um estadual – Doda de Tião e deixou claro que está no circuito.

 

Já o PEN do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo, escapou daquela previsão que todos faziam, que o partido iria perder mais da metade dos deputados filiados. Só perdeu um. E ainda emplacou um dos nomes que, se confirmado como candidato, poderá ser um dos mais votados de 2014, o apresentador Samuka Duarte. Além da expectativa para filiação nacional de Marina Silva, ainda não confirmada até o fechamento deste artigo, o que alavancaria a legenda no Brasil inteiro.

 

Paremos por aqui já que, neste país, a quantidade de partidos é tanta que seriam necessárias dez laudas de um artigo para tratar de cada um.

Luis Torres

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