PM é confundido com assaltante e conta como foi constrangido por policiais do 6º BPM de Cajazeiras

Publicado em segunda-feira, agosto 20, 2012 ·

Passei momentos de terror, que nunca pensei um dia sofrer se ‘caísse’ nas garras de marginais aos quais de forma constitucional – bons policiais os colocam na cadeia e não durante uma abordagem da Polícia Militar, a instituição a qual pertenço. Eram por volta de 14hs30, da última sexta-feira (17) de agosto. Eu, soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Damiao da Silva Belo – lotado no 7ºBPM de Pau dos Ferros/RN me deslocava ao açude da Serragem, para fazer um treinamento de flutuação aquática a poucos metros do meu destino, fui parado por uma viatura da Policia Militar, sem saber que as horas seguintes seriam de intenso terror. Estacionei o meu veículo e, sem reação, desci da motocicleta, três policiais da viatura do ‘Choque’ fortemente armados, gritavam descontroladamente para que colocasse as mãos para cima para ser revistado. De imediato me identifiquei e relatei o motivo de estar ali, mas de acordo com eles, eu era suspeito de um assalto a um posto de combustível, que teria acontecido na cidade de São João do Rio do Peixe. Depois de ser revistado, apalpado, jogados em cima do carro de braços para cima, o policial que coordenava a “ação truculenta e violenta” da Polícia Militar de Cajazeiras alegou que eu era o assaltante, mesmo eu estando só e desarmado, o roubo teria sido cometido por dois elementos armados de revolver e de pistola. Quando tentava explicar que não deveria estar passando por aquilo, mais berros eram despejados em meus ouvidos. E claro, para me intimidar, sempre com armas em punho. Quando berravam comigo podia sentir o bafo e as cuspidas de cada um dos três policiais na minha cara. Ao invés das viaturas continuarem as diligências se deslocavam todas para onde eu fui abordado fiquei cercado por mais de 15 viaturas. A situação ficou pior quando chegou uma viatura da ‘P2’ de São João do Rio do Peixe e, a todo custo o Cabo Neurion e um soldado à paisana, exigiam que eu fosse o assaltante – fiquei cerca de três horas sendo constrangido pelas guarnições de Cajazeiras. Uma delas comandada pelo Sargento Deusimar. Depois de me humilhar resolveram me conduzir à São João do Rio do Peixe, para ser reconhecido pelas vítimas do assalto. Fui levado direto para posto de combustível e não para a companhia como manda o procedimento legal. Fizeram questão de me expor à vítima, que de imediato me viu disse em alto e bom som; “Tenho certeza absoluta que não é ele”. Os policiais do 6º BPM de Cajazeiras ficaram sem ação. Como bestas despreparadas em nenhum momento me ouviram – expliquei a mais de trinta policiais, o que estava fazendo ali naquele local. Disse para todos que estava para treinar, para o teste físico da Força Nacional, mas em nenhum momento, a mim foi dado credibilidade. Insistiam a todo custo que eu fosse o assaltante e que eu estava preso comemoravam; “Prendemos o assaltante”. Mesmo eu estando desarmado e sozinho. Eu que faço parte da corporação militar, fui vítima de abuso, constrangimento e humilhações de todas as formas grosseiras, a todo custo queriam que eu fosse um criminoso. Imagine as atrocidades e injustiças que estes policiais cometem no dia-a-dia. Diante do acontecido pergunto: “Qual é a forma de proteção que o cidadão tem nos dias de hoje, se ele é objeto de humilhação de policiais que abusam de seus postos”?

DAMIAO DA SILVA BELO SOLDADO DA POLICIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE DESDE 2006

folhavipdecajazeiras

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