PIB da PB supera nacional, cresce 5,6% e chega a 35,4 bilhões; estado é o 6º maior do NE

Publicado em sexta-feira, novembro 22, 2013 ·

joao-pessoa-lagoaO Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado do Estado da Paraíba, no ano de 2011, registrou crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior, contra 2,7% verificado na economia nacional. Em valores correntes, alcançou o montante de R$ 35,444 bilhões, mantendo sua participação no PIB nacional em torno de 0,9%, entre 2010 e 2011.

 

Desse montante, R$ 31,718 bilhões (89,5%) são provenientes do Valor Adicionado total das atividades econômicas realizadas no estado e R$ 3,725 bilhões (10,5%) são referentes ao total dos Impostos sobre produtos arrecadados líquidos de subsídios (Quadro 1). Ressalte-se que o estado continuou na 19ª colocação no ranking nacional e na 6ª no quadro regional em valor nominal.

 

 

O Produto Interno Bruto (PIB) das vinte e sete Unidades da Federação é realizado pelo IBGE em parceria com os órgãos de estatísticas pertencentes aos governos estaduais. Na Paraíba, a parceria se dá com o Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (IDEME), órgão pertencente ao Governo do Estado da Paraíba, vinculado à Secretaria do Planejamento e Gestão (SEPLAG). Os Referidos órgãos publicam as Contas Regionais de 2011, com os resultados do PIB apresentados segundo a ótica da produção.

 

Nesta edição foram adotados os parâmetros do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais em substituição aos do Sistema de Contas Nacionais, cuja base de referência está sob revisão neste momento.

 

As estimativas para 2011 ora divulgadas apresentam um nível de detalhamento mais restrito, vinculado à disponibilidade de informações do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais. O ajuste das Contas Regionais às Contas Nacionais se deu no nível de agregação das informações do PIB trimestral brasileiro em 12 atividades apenas, ou seja, diferenciada das Contas Nacionais definitivas, sendo, portanto, preliminares.

 

Em 2015, o IBGE divulgará a nova série com base de referência no ano 2010, ocasião em que estes resultados serão reapresentados de forma definitiva, incorporando as novas mudanças metodológicas e integrados à nova série do Sistema de Contas Nacionais do Brasil, com os resultados detalhados para os anos de 2010 a 2013, além da revisão dos resultados referentes ao período 1995 até 2009.

 

Brasil – SÍNTESE DOS RESULTADOS GERAIS DO PIB NACIONAL EM 2011

O PIB brasileiro cresceu 2,7% no ano de 2011, em relação ao ano anterior, onde, em valores correntes, chegou ao valor de R$ 4,143 trilhões. Com esse resultado, seu o PIB per capita alcançou R$ 21.252 (em valores correntes). Essa expansão do PIB nacional resultou do aumento de 2,5% do Valor Adicionado a preços básicos, bem como do crescimento de 4,3% nos tributos sobre Produtos líquidos de subsídios. O aumento dos impostos reflete, principalmente, o crescimento em volume de 11,4% do Imposto sobre Importação e do aumento de 4,7% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

 

O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: a Agropecuária foi a que mais cresceu com 3,9%, os Serviços em segundo lugar aumentou 2,7%, e a Indústria obteve variação de 1,6% em 2011.

 

Paraíba – A expansão do PIB foi consequência do aumento de 5,4% do Valor Adicionado a preços básicos e do crescimento de 7,3% dos Impostos líquidos de subsídios. O resultado do Valor Adicionado foi influenciado principalmente pelo desempenho da Agropecuária, que se recuperou da queda registrada no ano anterior e registrou uma elevação de 17,1%, seguindo-se da Construção civil e do comércio, que cresceram 11,5% e 11,7%, respectivamente.

 

Em função desses resultados, o PIB per capita da Paraíba passou a valer R$ 9.348,69 reais por habitante no ano, representando, assim, um aumento nominal de 10,2% em relação ao observado no ano anterior. Esse valor manteve a proporção em torno de 43% do PIB per capita nacional. O indicador também permanece ocupando a 6ª colocação no ranking regional e subiu para 24ª colocação no quadro nacional (ocupava a 25ª colocação, em 2010).

 

DESEMPENHO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS NO ESTADO DA PARAÍBA

Na Tabela 1, a seguir, são apresentados os resultados da composição do Valor Adicionado total no Estado da Paraíba, distribuídos pelos 12 segmentos de atividade econômica, bem como o crescimento, a participação e as contribuições destes para resultado final alcançado em 2011.

 

O desempenho positivo do Valor Adicionado total da Paraíba foi reflexo do crescimento da produção e comercialização de bens e serviços de todas as atividades econômicas. Salienta-se que os Serviços, cujas atividades somaram o maior peso na economia, teve sua participação elevada para 74,0%, em 2011 (em 2010, era 73,2%). Em segundo lugar, estão as atividades industriais, com 21,5% (perdeu participação, pois em 2010 era 22,5%), e em terceiro vem a Agropecuária, que mesmo tendo menor peso na economia, porém, aumentou a participação de 4,2%, para 4,5%, entre 2010 e 2011, respectivamente.

 

Setor Agropecuário

O crescimento em volume do Valor Adicionado da atividade Agropecuária (17,1%), no ano de 2011, decorreu do fato de que nesse ano as condições climáticas no estado foram favoráveis à agricultura que registrou expansão em volume 21,8% puxada pelo aumento na produção anual com ganhos de produtividade das culturas mais importantes da lavoura paraibana, principalmente a cana-de-açúcar, o abacaxi, o milho e o feijão. Também cresceu em volume a atividade Pecuária e pesca (9,4%), principalmente a criação de bovinos e de aves. O setor agropecuário contribuiu com 0,7 pontos percentuais (p.p) dos 5,4% de variação do Valor adicionado pela economia paraibana.

 

Setor Industrial
No Setor industrial, as atividades de maior peso e que mais contribuíram para o crescimento do Valor Adicionado do setor foram: a Construção civil, com expansão em volume de 11,5%, foi a segunda maior contribuição no crescimento (0,9 p.p), apesar da queda de 1,7 pontos percentuais em participação; os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) com crescimento de 6,4% e 0,3 pontos p.p de contribuição, aumentou 1,5 p.p em participação; e a Indústria de transformação que expandiu 1,2% em volume, com pequena contribuição (0,1 p.p), todavia teve queda de 1,0 p.p em participação.
Setor Terciário

Ressalte-se que no Setor Serviços estão as atividades de maior peso na economia, e todas apontaram aumentos consideráveis, favorecendo o bom desempenho do setor com grandes contribuições para economia paraibana. Dentre as atividades que mais colaboraram para o resultado estadual e para o crescimento do Valor Adicionado total estão, sobretudo, o Comércio, que mais cresceu em volume (11,7%), apresentou a maior contribuição (1,5 p.p) e aumentou 0,8 p.p em participação. Em seguida, apontam as Atividades Imobiliárias e Aluguel, cuja expansão foi 5,3%, sendo sua contribuição 0,4 p.p, com aumento de participação (em 0,2 p.p); Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar, com crescimento de 7,2%, contribuição de 0,3 p.p., permanecendo com participação de 4,0% no Valor Adicionado; e Administração, Saúde e Educação Públicas (APU), que detém o maior o peso da economia (32,3%) que, e apesar de ter crescido pouco em volume (apenas 1,0%), contribuiu com 0,3 pontos percentuais para o resultado global na Paraíba.

 

O Gráfico 1, abaixo, apresenta a estrutura de participação das atividades na economia paraibana, ou seja, a distribuição percentual do valor adicionado total pela economia estadual.

 

EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS NO VALOR ADICIONADO BRUTO ENTRE 2002 E 2011

Na Tabela 2, a seguir, observa-se a evolução em relação à participação das atividades econômicas no Valor Adicionado total gerado pela economia paraibana, no período de 2002 a 2011.

 

Os segmentos que apresentaram maiores crescimentos em termos de participação foram o Comércio, o que mais cresceu em participação, com 4,7 pontos percentuais no período (passou de 9,3% para 14,0% entre 2002 e 2011, com pico de 15,7% em 2009), seguindo-se da Administração, Saúde e Educação Públicas, que cresceu 3,9 pontos percentuais (embora tenha decrescido de 33,4% para 32,3% entre 2010 e 2011), e a Construção Civil, que teve expansão de 1,2 pontos percentuais (subiu de 6,3% para 7,5%, entre 2002 e 2010), apesar da redução para 5,7%, em 2011. Já a atividade de Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana, que vinha apresentando redução até 2010, nesse último ano ultrapassou a participação verificada em 2002 (6,7%), para 6,8%, em 2011.

 

Dentre as atividades que tiveram maior redução de participação na série apresentada, estão a Agropecuária, com redução de 3,1 pontos percentuais (caiu de 7,6% para 4,5%, de 2002 para 2011, apesar de ter crescido 0,3 pontos percentuais nesse último ano), Indústria de Transformação, que decresceu 1,7 ponto percentual (participava com 10,1%, e reduziu para 8,4% respectivamente), bem como as Atividades Imobiliárias e Aluguel, que caiu 2,2 pontos percentuais (passou de 10,0%, para 7,8%, nesse mesmo período analisado).

 

RESULTADOS DO PIB E PIB PER CAPITA SEGUNDO OS ESTADOS EM 2011

A Tabela 3 seguinte apresenta os resultados do PIB a preços de mercado corrente e do PIB per capita, bem como a posição ocupada por cada uma das Unidades da Federação, em relação ao quadro nacional.

 

Analisando-se a posição das Unidades da Federação em termos de valor nominal do PIB e considerando os cinco primeiros maiores valores, São Paulo continuou a liderar o ranking nacional, pois seu PIB alcançou o valor de R$ 1,349 trilhão com a maior participação no PIB brasileiro em 2011, mas, porém, sua participação reduziu-se de 32,6%, em 2011, para 33,1%, em 2010. Em seguida estacaram-se os Estados do Rio de Janeiro, com R$ 462,376 bilhões e 11,2% de participação, Minas Gerais, com R$ 386,156 bilhões e 9,3% de participação, Rio Grande do Sul, com R$ 263,633 bilhões e 6,4%, respectivamente, e em quinto lugar, vem o Paraná, com R$ 239,366 bilhões e 5,8% de participação.

 

Os cinco menores valores do PIB, em 2011, ficaram por conta de Roraima, com R$ 6,951 bilhões, permaneceu em último lugar, com apenas 0,2% de participação, Acre, com R$ 8,794 bilhões, e Amapá, com R$ 8,968 bilhões, ficando ambos com participação de 0,2%, Tocantins, com R$ 18,059 bilhões e participação de 0,4%, bem como o Piauí, com R$ 24,607 bilhões e 0,6% de participação.

 

A Paraíba, por sua vez, ficou em 19ª colocação nacional, com um PIB de R$ 35,444 bilhões e participação de 0,9% no valor total do PIB nacional.

 

Em relação ao PIB per capita anual, constatou-se que a Unidade da Federação que apresentou o maior valor foi o Distrito Federal, com R$ 63.020,02, seguida por São Paulo (R$ 32.449,06), Rio de Janeiro (R$ 28.696,42), Espírito Santo (R$ 27.542,13) e Santa Catarina (R$ 26.760,82). Os menores valores registrados no país continuaram sendo constatados na Região Nordeste, conforme veremos a seguir: Piauí (R$ 7.835,35), Maranhão (R$ 7.852,71), Alagoas (R$ 9.079,48), Paraíba (R$ 9.348,69) e Ceará (R$ 10.314,29).

Redação com informações do IBGE e do IDEME

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