Pesquisadores apostam em lavircida doméstico para combater o Aedes aegipty

Publicado em sexta-feira, novembro 25, 2016 ·

Há 'fortes indícios' de que zika vírus, transmitidos por mosquitos Aedes aegypti, tenha correção com aumento de casos de síndrome de Guillain-Barré (Foto: AFP Photo/Patrice Coppee)
Há ‘fortes indícios’ de que zika vírus, transmitidos por mosquitos Aedes aegypti, tenha correção com aumento de casos de síndrome de Guillain-Barré (Foto: AFP Photo/Patrice Coppee)

O Aedes aegipty tem sido um grande desafio para as autoridades brasileiras, que têm registrado inúmeras mortes causadas pela dengue, zika e chikungunya – doenças provocadas pelo mosquito. Os especialistas garantem que a melhor forma de combater o problema é exterminar o inseto enquanto ele ainda é apenas uma larva. E a nova aposta para essa prevenção é um lavircida doméstico que promete acabar com todos os ovos que uma fêmea coloca por vez, cerca de 200.

“O uso de inseticidas combate um a um o mosquito da dengue e esse lavircida acaba com todos os ovos da fêmea. Interromper o desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti, que possui rápido ciclo evolutivo, é a maneira mais eficiente de controlar a proliferação da dengue”, explica Milton Braida, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Dexter Latina, indústria química especializada no combate ao Aedes aegypti.

Além de numericamente mais eficaz, os efeitos do larvicida, após sua aplicação, podem durar até 60 dias, enquanto o efeito do inseticida para o controle de mosquitos adultos, se dispersa rapidamente no ar. O uso do larvicida é um avanço para as estratégias de combate doméstico.

“O uso deve ser a primeira etapa de combate à infestação. O uso doméstico faz com que o combate aconteça no criadouro do mosquito. É quase impossível combater, a cada sete dias (período de desenvolvimento das larvas do Aedes), centenas de novos insetos”, alerta Braida.

Para efeito comparativo, uma fêmea pode dar origem a 1,5 mil mosquitos durante sua vida e seus ovos são distribuídos por diversos criadouros, o que garante a dispersão da dengue. “As pessoas precisam entender a importância do uso dos larvicidas, por sua eficiência e praticidade”, ressalta Braida. Além do uso simples e efeito duradouro, o larvicida não oferece riscos ao meio ambiente, à saúde humana e aos animais domésticos.

Matando o mosquito antes de criar asas

Os maiores índices de criadouros do mosquito da dengue apontados pelo Ministério da Saúde são registrados em residências. Diferente dos inseticidas comuns, a fórmula do mata-larvas age como um regulador de crescimento dos insetos. Para se transformar em mosquito, o Aedes aegypti passa por quatro estágios: ovos, larva, pupa e, então, mosquito. Na fase larval, depois da eclosão de ovos, que normalmente acontece em 48 horas, o futuro mosquito está se desenvolvendo.

O princípio ativo Pyriproxyfen impede que o exoesqueleto da larva, estrutura externa localizada fora do corpo dos invertebrados, se desenvolva e chegue à fase adulta. Dessa maneira, a larva não se transforma em mosquito e morrerá, antes de se desenvolver. “O ciclo do inseto se completa em sete dias. Sem o uso do larvicida, a pessoa tem que limpar toda semana os pontos de acúmulo de água, como vasos de plantas, calhas de telhados e cerca de cacos de vidros nos muros. Se o larvicida for aplicado nesses locais, a proteção dura até 60 dias, sem necessidade de novas aplicações”, exemplifica Braida.

A longa duração do larvicida existe graças à tecnologia de microcápsulas. Elas armazenam parte do princípio ativo do produto e se rompem gradualmente com a ação do tempo e em contato com a água. Assim, o larvicida pode ser aplicado em superfícies secas e o princípio ativo só é liberado e age sobre as larvas quando o local tiver água acumulada. Por isso, para proteger todas as casas brasileiras contra o mosquito da dengue, basta uma aplicação de larvicida a cada dois meses, ou quando houver uma grande reposição de água em cisternas, poços ou piscinas sem uso.

Dados na Paraíba

Boletim divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-PB) no dia 11 mostra que houve um aumento de 80,25% nos casos de dengue no Estado, em relação ao ano passado. De acordo com os dados, de 1º janeiro a 5 de novembro deste ano, quando foi fechada a 44ª semana epidemiológica, foram notificados 35.938 casos prováveis de dengue. Em 2015, no mesmo período, tinham sido registrados 19.380 casos. O boletim também trouxe um aumento de 10,28% nos casos de infecção pelo vírus Zika e de 12,9% nos casos de Chikungunya.

 

Correio da Paraiba com assessoria

 

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