Pesquisa aponta que 90% dos traficantes encarcerados na PB são do sexo masculino

Publicado em sábado, junho 11, 2011 ·

presosUma pesquisa feita pelo Sistema Penitenciário da Paraíba para saber o perfil dos presos mostra que 90% dos traficantes encarcerados são do sexo masculino e apenas 10% pertencem ao sexo feminino. A pesquisa mostrou ainda que 50% dos apenados não têm profissão fixa e 33% são reincidentes nos crimes referentes às drogas. A exceção nessa é pesquisa é para os traficantes de drogas sintéticas (Êxtase, LSD etc). De acordo com o psicólogo Deusimar Guedes isso é um retrato da realidade em todo o Brasil.

A pesquisa revelou também que 50% dos detentos têm nível fundamental; 2% têm nível médio e 1% possui nível superior. Os dados revelam ainda que  65% dos presos têm de 18 a 30 anos; 25% têm de 30 a 40 anos 10% têm acima de 40 anos.

Ao avaliar a pesquisa, o psicólogo Deusimar Guedes afirma que alicerçados nos dados estatísticos e estudos científicos recentes, pode-se afirmar que: não restam dúvidas que o uso indevido de drogas tem se constituído no principal combustível de alimento da violência e que os fatores que levam os jovens as drogas são os mais diversificados, dentre estes as condições precárias de vida em comunidades pobres, sem apoio social.  “ As classes sociais mais atingidas pelas drogas são aquelas situadas na base e no topo da pirâmide social, portanto os dois extremos da pirâmide. Embora, deva-se admitir que aqueles, mais pobres serão sempre os mais vulneráveis aos efeitos nefastos e devastadores do binômio drogas e violência” comentou.

Família e ambiente social – De acordo com o psicólogo é pacífico nos estudos psicológicos que os maus-tratos recebidos na infância representam de fato, um dos elementos de maior risco para o aparecimento de comportamentos violentos nas idades posteriores. “Aparentemente pais democráticos tendem a criar adolescentes bem ajustados, os quais geralmente procuram outros adolescentes também bem ajustados como amigos”, comentou.

De acordo com o Deusimar Guedes, os adolescentes de renda média e alta podem experimentar problemas de comportamento e depois abandoná-los, mas os de baixa renda que não vêem alternativas positivas e são inclinados a adotar um estilo de vida permanentemente anti-social. Contudo, estes jovens que sofrem de má criação correm menos riscos quando seus pais obtêm apoio comunitário efetivo.

“Não podemos esquecer que alguns destes jovens que são dotados de resiliência alta são capazes de resistir aos fatores de risco e fazer frutificar ao máximo os fatores de proteção. Sem sombras de dúvidas, um dos fatores de proteção mais certos é a presença de um bom suporte social”, finalizou o psicólogo.

Paraíba.com

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS











ARTICULISTAS
Ramalho Leite
Karlos Thotta
Padre Bosco





INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627