Perito diz que sinais nas irmãs são de trauma: ‘pode haver ação sexual sem vestígios’; entenda

Publicado em segunda-feira, novembro 14, 2011 ·

abuso-infantilO perito paraibano de renome nacional Genival Veloso de França avaliou nesta segunda-feira (14) que pode haver ação sexual com traumas sem deixar vestígios na vítima. A informação foi repassada ao Correio Debate (98Fm), em entrevista sobre o episódio das duas irmãs que morreram em João Pessoa, no final da semana passada.

Diante da análise de uma equipe médica do Hospital de Trauma, relatando que a menor Kauêne de 2 anos e seis meses apresentou em estado gravíssimo o quadro de lesão na vulva, provocado por intróito vaginal, esmagamento do fígado e ânus com prolápso retal, Genival Veloso analisou:

‘Falando em tese, tudo leva a crer que foram lesões traumáticas através de objetos introduzidos, pancadas ou quedas. Existem casos com efeitos traumáticos que não tenham nenhum vestígio da ação sexual, ocorre na perversidade, na maldade, através de espancamento’, declarou o perito.

Sobre a hipótese de envenenamento das crianças ele ressaltou: ‘O veneno mais comum são os químicos, mas já observei casos de envenenamento até mesmo por plantas, após 20.000 necrópsias pode-se dizer que a gente já viu de tudo. Porém, nestes casos a ação é interna, na corrente sanguínea. Não conheço casos de ações externas.’

De acordo com o promotor do Ministério Público, Arlley Escorel, o experiente perito criminal Genival Veloso – atualmente aposentado – pode ser acionado para auxiliar na descoberta da causa da morte das crianças.

O MP resolveu participar das investigações, tendo em vista a possibilidade do abuso sexual.

‘Nos preocupamos até porque existe uma terceira criança que também é filha do suspeito inicial. Estávamos preocupados com a menor que durante o episódio estava numa creche’.

O promotor relembrou a necessidade de ter cautela diante dos fatos. ‘Não se pode culpar ninguém nem inocentar ninguém precipitadamente. Já acompanhei casos em que os peritos falharam, não estou dizendo que seja o caso, mas já aconteceu sim’.

O Ministério Público juntamente com a delegada que está à frente do caso – Joana Darc – devem comparar os dois laudos (Trauma e Gemol) e questionar as divergências.

‘O laudo da Gemol deverá esclarecer fatores encontrados no expedido pelo Trauma, como as lesões na vulva, intróito vaginal, escoriações nos pequenos lábios e outras’., disse o promotor.

Pollyana Sorrentino/Portalcorreio

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