Paraibana assume Anprotec e prepara gestão alinhada à política industrial

Publicado em terça-feira, novembro 1, 2011 ·




anprotecA paraibana Francilene Procópio Garcia assumirá no próximo ano a presidência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo da instituição criada há 25 anos. Os desafios da sua gestão passam pelo estabelecimento de uma política de Estado para o setor e uma maior inserção internacional dos negócios inovadores.

“Estamos na mesa de negociação, reivindicando para que isso se torne realidade”, falou com exclusividade para o Gestão C&T online. Hoje, o Brasil mantém ações pontuais, como o lançamento de editais. O aporte do governo federal nós últimos três anos foi inferior a R$ 200 milhões. “Nós temos números expressivos que demonstram que este é um caminho correto para se investir, sobretudo num momento em que a inovação passa a fazer parte da nossa estratégia de desenvolvimento enquanto país”, reforça.

Atualmente, o Brasil possui 75 parques tecnológicos, implantados ou em fase de implantação, que reúnem mais de 500 empresas e geram receita de R$ 1,7 bilhão. O número de incubadoras passa de 380. O formato e o tamanho dos empreendimentos variam de acordo com as regiões do país. No caso das incubadoras, por exemplo, há aquelas mais voltadas para o desenvolvimento inclusivo, com foco na tecnologia de baixo valor agregado, e as que são intensas em tecnologia, que apoiam startups inovadoras.

De acordo com Francilene, duas dezenas de parques tecnológicos já alcançaram maturidade não só de sustentabilidade econômica, como também social e ambiental. “Todos têm gerado impactos importantes em várias partes do Brasil. Essa é uma economia interessante que causa um diferencial fundamental em termos dos eixos de desenvolvimento das nossas regiões”, diz. Exemplo é o Porto Digital, parque tecnológico de Pernambuco, que tem uma faixa salarial média de R$ 2,6 mil. O valor é três vezes superior ao da realidade local.

Ainda segundo ela, as ações da associação para o exercício 2012/2013 estarão alinhadas à nova política industrial do país. Outro foco será fortalecer a Aliança para a Promoção da Inovação Tecnológica, formada pela Anprotec, ABIPTI e pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). “Precisamos de um diálogo cada vez maior para que possamos reforçar as nossas demandas de maneira conjunta. As palavras de ordem desta gestão serão articulação e cooperação”, garante.

Indicadores

Francilene Garcia destaca, ainda, que outro grande desafio será instituir um sistema de avaliação mais integrado para o levantamento de indicadores para toda rede. A presidente lembra que esses dados irão subsidiar não só as decisões da Anprotec, como auxiliar os associados, governos e empresários que progressivamente passarão a ser investidores adicionais.

“Já estamos num processo de melhoramento dos sistemas de avaliação, mas é preciso avançar, acompanhar as tendências de crescimento, reavaliar o que precisa ser melhorado, para priorizar em diferentes momentos estratégias que sejam mais adequadas”, completa. Hoje, a instituição mantém o Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos (Sapi), no Portal da Inovação, do MCTI. A ferramenta pode ser acessada neste link.

Graduada em ciência da computação, Francilene tem mestrado em informática, especialização em qualidade e produtividade e doutorado em engenharia elétrica. Ela também preside a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba. A eleição ocorreu em Porto Alegre (RS), durante o 21º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado de 25 a 28 de outubro.
(Gestão C&T online)

Geneceuda Monteiro para o Focando a Notícia

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