Paraíba é 2º no país em mortes de motociclistas

Publicado em sexta-feira, novembro 22, 2013 ·

TV Correio
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A Paraíba é o segundo Estado no país que mais registra morte de motociclistas, no que se refere ao percentual do total de óbitos por acidentes de trânsito, já que do universo de 606 pessoas que morreram no trânsito, 396 eram condutores de moto, o que representa 65,3% do total de óbitos no trânsito.

Com esse percentual, a Paraíba só perde para o Piauí, que teve 69,6% de participação de motociclistas dos óbitos no trânsito.

Os dados fazem referência ao ano 2011 e estão contidos no Mapa da Violência 2013: Acidentes de Trânsito e Motocicletas, divulgado ontem.

O estudo foi desenvolvido pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz com o apoio da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) e do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), que utilizou como principal fonte o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

O Mapa da Violência 2013 também traz as taxas de óbitos (por 100 mil habitantes) em acidentes de trânsito por categoria. O motociclista está quase cinco vezes (4,7) mais vulnerável a morrer no trânsito do que quem anda em automóvel. Isso porque segundo a pesquisa, a taxa de morte de motociclista é de 10,5 (por 100 mil) contra 2,2 na categoria automóvel. Já o ciclista tem menos probabilidade de morrer no trânsito (0,6) se comparado ao pedestre (2,5). O transporte de carga apresentou uma taxa de 0,2 óbito por grupo de 100 mil.

Considerando os registros de morte de motociclistas, com relação ao percentual do total de óbitos por acidentes de trânsito em cada Estado brasileiro, o sociólogo responsável pelo estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, observou que em nove unidades da federação localizadas nas regiões Norte e Nordeste, entre elas a Paraíba, a morte de motociclistas já representa mais da metade do total de mortes em acidentes de trânsito.

Além disso, nas considerações finais o estudo constatou que “apesar de avanços recentes na formulação de mecanismos de enfrentamento, principalmente na legislação – regulamentação e profissões que usam motocicletas, endurecimento das penalidades e da fiscalização da alcoolemia, processo de municipalização da gestão, etc – escassos são os resultados que podemos observar nos números: continuam aumentando.

Sem pôr dúvida à eficiência dessas medidas, fica claro que são ainda insuficientes”.

Ainda conforme o estudo, “esse incremento na mortalidade dos motociclistas se inscreve num marco mais amplo: o do progressivo agravamento global da violência no trânsito, que levou as Nações Unidas a proclamar a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, procurando, primeiro, estabilizar e, posteriormente, reduzir as cifras de vítimas previstas, mediante a formulação e implementação de planos nacionais, regionais e internacionais”.

 

 

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