Pai do garoto infectado pela superbactéria diz que Unimed demorou para fazer exames

Publicado em terça-feira, junho 14, 2011 ·

unimedO pai do garoto Isaac Magliano Santana, de cinco meses, eu morreu na UTI do Hospital da Unimed, em João Pessoa, sob suspeita de ter sido contaminado pela bactéria KPC (klebsiella pneumoniae carbapenemase), o vendedor Emanoel Oliveira Santana, não acusou o hospital pela morte do filho, mas declarou que “eles demoraram muito para adotar alguns procedimentos médicos e para fazer os exames”.

Ele contou que no dia 10 de fevereiro, internou o menino numa clinica particular com problemas de saúde. A médica examinou Isaac de deu o diagnostico como sendo uma virose e mandou para casa. Dois dias depois, o garoto passou mal mais uma vez e ele levou para o Hospital de Unimed.

Emanoel contou que ele foi atendido e examinado e o médico diagnosticou uma pneumonia, mas o plano de saúde estava no período de carência e não cobria todos os exames que ele precisava fazer. Isaac foi transferido pela O Hospital Infantil Arlinda Marques, onde ficou internado por quase três meses.

Como o quadro clínico dele não tinha alteração e se agravava, o pai resolveu levar de volta para o Hospital da Unimed desta vez para um atendimento particular, tendo ficado por dois dias na UTI, morrendo no dia sete de junho passado.

Ele contou u no dia 11 de abril o garoto foi submetido a uma serie de exames e ficou constatada a presença da bactéria e no dia 18 de abril, A comissão de Infecção Hospitalar fez a inspeção na UTI onde Isaac estava internado.

O Emanoel Santana disse que houve demora para a realização de alguns exames porque os procedimentos não estavam incluídos na cobertura do plano, o que pode ter contribuidom para o agravamento do quadro de saúde do garoto.

Por outro lado, a equipe médica que cuidou de Isaac Magliano Santana, que morreu na Unidade e Terapia Intensiva do Hospital da Unimed, com suspeita de contaminação pela bactéria KPC (klebsiella pneumoniae carbapenemase), concederam uma entrevista na tarde desta terça-feira (dia 14), para explicar o que aconteceu.

A entrevista foi concedida pelo diretor do Hospital, Fábio Antônio da Rocha, o médico Constantino Gouveia e a médica Helena Francelina Brito. Eles explicaram que a morte do garoto não foi provoca pela bactéria KPC e que ele tinha um quadro clinico bem debilitado e que a causa da morte foi uma infecção generalizada.

Eles garantiram que o garoto teve toda a assistência necessária, advertindo que se tratava de um paciente com um quadro clinico delicado, pois tinha deformação congenita, atrofia cerebral, teve problemas de convulsão e estava com pneumonia.

Quanto ao fato deles só terem comunicado a morte do menino com o KPC somente agora a Secretaria de Saúde do estado, eles disseram que não comunicaram nada antes porque já haviam adotado todos os procedimentos de isolamento da bactéria para que ela não se espalhasse e todos os demais cuidados que são recomendados para casos assim.

Jonas Batista

Paraíba.com

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