Pai da paraibana esquartejada na Espanha suspeita do cunhado da vítima

Publicado em quarta-feira, setembro 21, 2016 ·

familia-espanhaFamiliares dos paraibanos mortos na Espanha não aceitam a tese da polícia espanhola de envolvimento com tráfico de drogas para explicar a execução de Marcos Campus, Janaína Santos Américo e os dois filhos, de 5 e 1 ano de idade. A família de Janaína suspeita de um irmão de Marcos, que ficou abrigado durante vários meses na casa da família, de quem ela dizia ter medo e faz diversos relatos de agressividade.

O pai de Janaína, o empresário Wilton Diniz Américo, disse não querer acusar formalmente o cunhado da filha, mas afirma que a única coisa anormal que tomou conhecimento, na rotina da família, na Espanha, foi a presença dessa pessoa. “Esse rapaz tem problema com drogas e, numa discussão em uma escola aqui no Brasil, cravou um lápis no pescoço do professor. Tempos depois fugiu para a Espanha e Marcos o abrigou na casa deles. Minha filha não gostou e pedia para que o marido o mandasse embora. Sempre que eu falava ao telefone comigo ela dizia que o cunhado era psicopata, que morria de medo dele e que ele não gostava da menina de 5 anos. Vivia xingando e querendo bater na menina”, contou.

Segundo Wilton, após algum tempo com o irmão morando em casa, Marcos resolveu atender os pedidos de Janaína e o mandou embora. “Fiquei sabendo que ele se entregou na embaixada brasileira da Espanha. Mas agora vem essa tragédia. A polícia de lá já disse que a casa não foi arrombada. Que o assassino era conhecido da família e entrou com o consentimento deles. Se eles tinham se mudado havia pouco tempo para aquele condomínio, quem haveria de conhecido ali para ter acesso à casa desse jeito? Pode ser que a investigação revele outra coisa. Mas para mim, a única coisa estranha que aconteceu com eles na Espanha foi esse episódio do cunhado”, acrescentou.

O empresário disse ainda que a filha dizia que o marido teria sido um “presente de Deus”. Sobre o temperamento de Marcos, Wilton disse que a filha usava a expressão de “uma moça”, para falar do quanto era tranquilo e incapaz de fazer algum mal.

Casaram no Brasil. De acordo com relatos de familiares, Marcos Campus morava na Espanha há 15 anos. Janaína era filha gêmea com um irmão, sendo os mais velhos dos cinco filhos de Wilton Diniz. “Ela conheceu o Marcos aqui mesmo, começou a namorar com ele e todos nós aprovávamos muito a relação. A família dele é excelente, formada por pessoas do bem, com exceção desse rapaz”, lembrou o empresário. Há cerca de quatro anos e meio, Marcos veio a João Pessoa, casou com Janaína e a levou para a Espanha.

Parentes vão à Espanha. A confirmação de que os brasileiros executados na Espanha eram os paraibanos, só chegou para a família de Janaína no início da tarde da última segunda-feira. Wilton disse que, no domingo à noite, viu a reportagem em uma emissora de TV nacional, mas não ligou o fato à filha. Ao receber a confirmação, o empresário teve um pico de hipertensão e precisou ser internado.

Ontem à tarde, o irmão gêmeo de Janaína fazia os últimos preparativos para viajar para a Espanha, junto com uma tia, para acompanhar o trabalho da polícia espanhola e a liberação dos corpos. “Somente quanto eles chegarem lá é que vamos ter notícias mais concretas sobre as linhas de investigação, possíveis suspeitos e o desenrolar dessa tragédia. Vamos trazer os corpos para serem sepultados aqui em João Pessoa”, disse Wilton.

 

Ainoão Geminiano do Correio da Paraiba

 

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