Padre Djacy – Eles estão chegando

Publicado em segunda-feira, outubro 24, 2011 ·

padredjaci

Jesus Cristo, Nossa Senhora, Santo Antônio, São Francisco? Que nada! Mas, afinal, quem são eles? Frei Damião, Pe.Cícero, Luther King, Dom Hélder, Margarida Alves? Também não! Alguns artistas famosos idolatrados pelos alienados? Sim, eles mesmos, os “artistas” versados na arte da politicalha ou politiquismo. Aqueles que sabem muito bem se apresentar no palco iluminado da mentira, demagogia, corrupção, nepotismo, fisiologismo, e cuja lábia convincente, é usada como arma poderosa para ludibriar o povão analfabeto, alienado e dependente.

Entenderam-me? São eles mesmos, os oportunistas do poder à cata de votos dos bestas. “Ah, como é bom estar no poder! Eu me deleito nos braços gostosos do trono, e isso me realiza”. Assim, pensam os ávidos do poder. Não foi por acaso, que o ex-presidente da câmara de vereadores de São Gonçalo, no Rio de janeiro, assim se expressou: “a mamata é boa. Ser vereador é tão bom que a gente recebe para ser. Não tem coisa melhor do que ser político”. Muitos, indubitavelmente, correm atrás da mamata, para isso, procuram todos os artifícios viáveis para conquistá-la. Não faltam marqueteiros para ensinar-lhes como chegar lá. Na arena da batalha pela conquista da vitória nas urnas, de tudo vale, menos os princípios éticos, como verdade, honestidade e respeito pelo o eleitor. É o espírito diabólico impregnado na mente e no coração daqueles que não têm nenhum compromisso com a população e sim, com o seu próprio eu, com sua família e meia dúzia de bajuladores. É o egocentrismo falando mais alto. Pois, o que conta é a ascensão pessoal, familiar… Aí entra o que Maquiavel falara: “usar algumas astúcias para chegar lá”

Eu perguntaria em tom cômico:quem não quer conquistar a “vaca” boa de leite para nela “mamar,”durante o período do mandato?E só chegam aos “peitos” quem dispor de grandes “habilidades artísticas”.Continuo:quem não quer ter acesso à “botija,” para nela meter a mão? Com a “botija” nas mãos, eles fazem a maior festa em detrimento da ignorância e miséria do povo. Tudo isso acontece, porque o nosso eleitor é totalmente despolitizado. Pois, é extremamente alarmante o grande índice de analfabetos políticos, sem excluir muitos estudantes, jovens, profissionais liberais e talvez você, que ora lê este artigo. Menti? Não é por acaso, que a elite política, poderosa, ambiciosa e arrogante, faz questão de manter uma educação escolar de última qualidade. Por quê? Porque este modelo de educação, somente aliena,faz com que as pessoas não tenham consciência crítica e visão aberta para as realidades que as cercam.

Assim pensa o político descarado, desonesto e descompromissado: “botija das botijas, tudo é botija. Com essa fonte de riqueza nas mãos, eu compro mansões na praia, carros importados, coloco meus filhos nas melhores escolas da capital ou do exterior, enriqueço minha família e meus amigos e ainda tomo wisk importado com água de coco,sem falar,é claro, das minhas viagens pelo o Brasil afora.E alguém pergunta-lhe: e o povão? Responde-lhe: o povão que me elegeu, que se dane durante estes quatro anos.Que o mesmo fique atolado na miséria,de cuia na mão.Aqui e acolá,como consolo ,eu coloco uma banda de música na rua para a turma dançar,divertir-se. E Continua o demagogo: é o Zé povinho dançando, tomando pinga a noite toda e me agradecendo.

Muitos estão de volta feitos arribação em tempo de inverno. Cada um afinado na arte de ludibriar o eleitor com as palavras de sempre: se eu ganhar, a vida de vocês irá melhora. Por isso, votem em mim, acreditem em mim. Estarei sempre ao lado de todos para defendê-los. E os eleitores, como se comportam mais uma vez? Comportam-se como sempre: aplaudindo-os e dizendo: “muito bem dotô, vosmicê já ganhô. Agora bota pra nois festa na rua e pinga pá nois tomar e deche com nois”. E os jovens? Embrulhados feito pamonhas numa roupa padrão, dançando, cambaleando e dizendo: “nois vota é memo nesse dotô, ele é nosso canidato porque dá festa pra nois e é bonitão, é um gatão e sota bejo pra nois”. Coitados, são todos vítimas de manipulação, tratados feito massa de manobra e conseqüentemente,frutos de um sistema educacional falido, desgraçado, que visa somente fazer do cidadão um alienado, um “cego”. Tudo isso para a felicidade da elite poderosa e arrogante, repito.

Já que alguns “bons” representantes estão de volta, faço os seguintes questionamentos: onde estavam vocês, bondosos senhores e senhoras,quando o povo na miséria, na doença, na fome, no desemprego, na falta de moradia, de hospital, de educação de qualidade, suplicava por solução? O que fizeram para melhorar as condições de vida dessa gente machucada e agredida em sua dignidade? Onde estavam vocês, quando o povão clamava por dignidade, justiça, segurança, bem estar social? Onde estavam vocês, quando o povo morria nas filas dos hospitais? Sabem onde vocês estavam? No bem  bom, desfrutando de mordomias…

Lá vêm eles, de novo, ávidos do poder, implorar a clemência dos famigerados e ignorantes eleitores. Agora? Por que só agora? O que vocês fizeram para merecer o voto desse povo pisoteado, enganado, tratado como seres de segunda categoria? Alguém poderá dizer-me: padre, estamos na crista da onda do blefar. Pois, é chegada a nossa hora.Quem não blefa não chega lá.

Ser artista de verdade,agora uso o verbo no singular, é saber usar estas artimanhas: blefar e blefar. E o povo? Correr atrás deles com as tripas roncando, levantando as mãos desnutridas e dizendo: “já ganhô, já ganhô”. E depois? Morrer e morrer. De quê? De miséria e abandono. E o “artista”? Depois de eleito, fica numa boa, feliz da vida, na sua rede de balanço, dizendo para seus babões (aliás, para os famosos babões, eu canto este refrão tão antigo quanto a arte de bajular: “xeleléu, ô xeleléu,seu lugar ta garantido lá céu…”): daqui há quatro anos, eu volto lá para comer a galinha assada na casa do “compadre”, colocar chapa na boca dos banguelos, óculos de grau na cara dos matutos e prometer “chuva de gelo” em tempo de seca.E eu serei eleito mais uma vez. A gargalhada cínica e maldosa toma conta do doutor para a felicidade da sua madame ,dos seus mauricinhos, de suas patricinhas e dos “santos bajuladores”.

Com essa maneira cômica e crítica de falar, não estou generalizando, pois, ainda há alguns políticos que merecem nosso respeito, admiração e aplausos. Há exceções, claro.

Este artigo é direcionado àqueles políticos que usam da má-fé, que não têm compromisso com a ética e nem tão pouco com a população.

A elite fede”, disse Cazuza.

Padre Djacy Brasileiro

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