Padre Bosco – Violência e Paz

Publicado em quarta-feira, Janeiro 18, 2012 ·

bosco
Hoje partilho com meus leitores (as), de modo muito espontâneo, como prefiro fazer, algumas ideias em torno da violência que nos persegue e a respeito do nosso desejo de paz.
Fui abordado recentemente para tecer um comentário sobre uma pesquisa a respeito da violência que cita o nosso estado.  Temos aparecido nas pesquisas com uma alta dose de violência.  Os dados provam que estamos em ascendência no índice de destruição da vida.
O que fazer? Ao que me parece, não se está respondendo a esta pergunta. Ele é profundamente pertinente e a resposta é urgente. Não podemos cruzar os braços. A violência entre humanos atinge a toda humanidade. Nós também estamos sendo destruídos quando a vida humana se destrói.
A população paraibana deve se sentir responsável pela segurança publica, mas o Estado, enquanto instituição publica, com seus mecanismos, não pode deixar de lado a sua grande responsabilidade para convocar a sociedade e discutir com ela a situação, no sentido de encontrar caminhos de superação da violência.
Talvez esteja eu equivocado ou desinformado, mas não tenho tido noticias a respeito dessa preocupação seguida de iniciativas.
O estado deve se utilizar da mídia, em parceria com as entidades, instituições e serviços para uma grande campanha de conscientização e de investimento para a conquista da paz e do combate à violência.
O estado precisa investir em uma nova forma de fazer a ação policial. O modelo que ai está jamais trará paz e jamais superará a violência. Como diz o ditado: “Não é possível enxugar gelo”.
Deve fazer parte da mentalidade de cada homem e mulher que a paz começa onde nós estamos: em casa, na rua, no lugar de trabalho, nas organizações populares, etc. A conscientização deve levar à corresponsabilidade em vista de uma ação conjunta para uma experiência de paz, numa vida sem violência.
O que tem acontecido como comportamento não leva a uma cultura de paz: o isolamento. As pessoas cada vez mais ficam trancadas e investem em equipamentos de segurança. As câmeras, as cercas, seguranças, carros rastreados, etc. mesmo assim as pessoas continuam inseguras e sendo vitimas das violências, dos assaltos e das mortes.
Como a paz não é abstrata se faz necessária a realização da justiça para que as pessoas possam viver na paz. Já é sabido por todos nós que toda ação violenta vai trazer mais violência como consequência. Nessa dinâmica vale ressaltar que só colheremos aquilo que estamos plantando. Basta pensar um pouquinho e ninguém vai duvidar que estamos semeando e plantando muita violência. Por isso ela tem florescido de forma incontrolável.
Por natureza temos uma tendência violenta, além disso, a televisão tem difundido demais as práticas violentas através de filmes e, sobretudo, através dos tele jornais. Trata-se de uma verdadeira escola para nossos adolescentes e jovens. Com eles a família não discute valores para formar uma mentalidade e uma cultura que promove a vida. Necessitamos de um novo parâmetro cultural que seja contra todo tipo de violência. Quando se é a favor da violência e se age de forma violenta, mesmo com medo dela, vamos tê-la como consequência em nossas vidas.
Espero que cada pessoa se sinta corresponsável para que a paz possa ser uma realidade.

Padre Bosco

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