Padre Bosco – Jesus e as Crianças

Publicado em domingo, dezembro 18, 2011 ·

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Em tempos de Natal é bom pensarmos em nossas crianças e adolescentes. Como estão?  Como são acolhidas, educadas e valorizadas? Lamentavelmente a realidade de crianças e adolescentes é degradante. A nossa sociedade tem uma dívida grande com essa categoria.

Alguns desafios são evidentes: A prostituição infantil é sem controle, o trabalho escravo ainda persiste, o analfabetismo, crianças na rua e da rua, o uso e o trafico de drogas utilizando crianças e adolescentes, entre outros.

Independente da complexidade que envolve a realidade de nossos adolescentes, não se pode esquecer a mentalidade exterminadora que existe em setores e segmentos da sociedade contra os adolescentes que não pediram para nascer nem pediram para serem marginalizados.

Outra grave realidade que não aparece tanto é a violência domestica. Não aparece por não ser denunciada. Ainda persiste de forma ampla a ideia de educar através da violência, por isso, muitas crianças são maltratadas e tratadas de forma violenta.

A situação é tão grave que agora está votada a lei contra a palmada como condição para evitar a fúria dos adultos contra os frascos e pequenos. A questão é que quando se bate na hora da raiva, se bate muito por causa do desequilíbrio emocional.

Bater para educar é o que existe de mais arcaico e agora criminoso. Quando se bate, a única coisa que se ensina é a bater.

Neste tempo de Natal, todos estão encantados com os presépios com o menino Jesus. É bom perceber como ele se colocou diante das crianças.

Certa vez, os discípulos de Jesus queriam afastá-las Dele, como também nós adultos fazemos hoje. A resposta do mestre é clara: “Deixem que venham a mim porque delas é o Reino dos céus”. Ter o coração e a atitude das crianças é condição sine qua non para ser fiel seguidor de Jesus. O mestre, na realidade, tinha a consciência da importância dos pequeninos.

O papa Joao Paulo II dizia de forma muito inspiradora que o Futuro da humanidade passa pela família. Nossa sociedade e, em particular as nossas famílias precisam ter essa perspectiva. Não basta a critica ao tipo de sociedade que hoje temos sem a consciência e a responsabilidade que todos nós somos coparticipantes da sociedade. Se ela está em estado desgastado e desagradável é também por nossa culpa.

As crianças e adolescentes são hoje o que aprenderam de nós ou o que deixamos de ensinar pelo nosso exemplo de vida.

Reclamamos da violência e temos medo dela, mas não podemos nos esquecer de que se não somos sempre pessoas violentas, temos muitas atitudes violentas e agimos de forma violenta para com o nosso próximo.

Uma sociedade diferente para as nossas crianças e adolescentes vai depender da formação das mesmas, que por sua vez dependerão de nós, formadores de opinião.

Atirar pedras e fazer julgamentos não é difícil, pelo contrario, é o que fazemos sem dificuldade alguma.

Compreender a situação, na perspectiva de ajudar e corrigir não tem sido fácil nem se tem encontrado pessoas sensíveis e voluntarias para colaborar.

É bom pensar que não se celebra o verdadeiro Natal desprezando, julgando e condenando os outros.

Padre Bosco

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