Padre Bosco

“os grandes não conseguem perceber o que Deus planeja para a salvação do mundo”

Publicado em terça-feira, janeiro 8, 2019 ·

Epifania é uma palavra grega que quer dizer manifestação. Como entender que uma criança, nascida no esconderijo de uma cocheira, numa noite escura, possa atrair a atenção de magos do Oriente? O evangelista organiza a sua forma de apresentar o menino como alguém que para além de humano é também divino.

A festa de 6 de janeiro, popularmente chamada de “Festa de Reis”, na verdade, é a festa do menino Jesus, manifestado ao mundo, pela presença dos magos. A manifestação, na verdade, tem caráter de universalidade.

Outros povos procuram uma criança chamada de Rei dos Judeus. Por causa desse título, Jesus foi sentenciado e morto.

Na narrativa, a presença de reis: os Magos e Herodes. Os magos, guiados por uma estrela, compreendida como a fé ou uma forte inspiração ou convicção, querem encontrar o menino. Os magos passam pelo palácio, em busca de informações. O palácio estava desinformado. Os grandes não conseguem perceber o que Deus planeja para a salvação do mundo. Os magos tiveram uma vaga informação no palácio e seguiram em busca do menino: nas proximidades, aparece a eles mais uma vez a estrela.

Padre Zezinho canta: “São três reis que chegam lá do Oriente para ver o rei que acaba de nascer”. É isso mesmo. A Ele, os magos oferecem os seus presentes; cada um deles apresenta um aspecto da vida do menino.

Mirra, uma substancia amarga, lembra a realidade de sofrimento pela qual o menino passará por ocasião de sua pascoa; incenso, que hoje oferecemos a Deus em nossas liturgias, para lembrar que o menino é divino; o ouro para lembrar o reinado de Jesus. Os magos, prostrados, oferecem os seus dons.

Hoje, o que nós devemos e pudemos oferecer? Não mais os mesmos presentes dos magos, mas a nossa própria vida como doação e serviço ao Senhor.

Herodes diz aos magos que quer também encontrar e visitar a criança. Espera um retorno dos magos com as informações necessárias, porém, depois do encontro, os mesmos seguiram por outro caminho. Quem se encontra com Jesus não segue no mesmo caminho e na mesma vida. Na vida, com todos os desafios, devemos buscar sempre caminhos alternativos. Os magos não retornaram mais ao palácio pois já tinham encontrado o rei dos judeus. Quem se encontra verdadeiramente com Deus muda o seu caminho; é impossível seguir na mesma vida. Se nós, cristãos, nos encontrarmos verdadeiramente com o Senhor, a Igreja e o mundo serão diferentes.

Herodes, indignado com a ausência dos magos, parte para o ataque e manda matar todos os meninos de dois anos para baixo, com a finalidade de matar a o menino Jesus. Os grandes perseguem os pequenos: até os inocentes não escapam. As crianças anônimas foram os primeiros santos mártires que deram suas vidas por causa do salvador, sem consciência alguma. Assim aconteceu! Jesus livrou-se da morte, naquele momento, por iniciativa de Deus e a habilidade de José que fugiu para o Egito.

O evangelista, na verdade, ressalta a importância central do menino Jesus. Os magos entram no cenário para fortalecer a universalidade da salvação.

Pe. João Bosco Francisco do Nascimento
Coordenador Diocesano de Pastoral

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