Os construtores de Solânea nos seus 63 anos de emancipação política

Publicado em sábado, novembro 26, 2016 ·

solaneaA Antiga Vila Moreno, conhecida como Princesa do Brejo, hoje Solânea, a 130 km da capital paraibana, alcançou sua independência e emancipação política graças ao bananeirense Humberto Coutinho de Lucena, na época deputado estadual. O projeto de lei de número 967, que criou o município solanense foi de sua autoria e foi sancionado em 26 de novembro de 1953 pelo então governador João Fernandes de Lima, nome esse estampado até hoje em sua Avenida Principal.

Os dois primeiros prefeitos, Antônio Tancredo de Carvalho e Luiz Ferreira de Melo foram nomeados em 1954 pelo então governador. O primeiro prefeito eleito foi Waldemar Nóbrega, que governou de 1954 a 1958.

Um dos primeiros prefeitos nomeado, Luiz Ferreira de Melo, foi um dos maiores benfeitores do início do crescimento da cidade. Por se tratar de um dos maiores produtores de sisal da região. Luiz Cachiado, como era conhecido, empregou dezenas de pessoas na exploração de cordas de sisal.

De 1958 em diante começaram a aparecer outros grandes nomes, principalmente na família Rocha, que governou o município por 18 anos. João Elísio da Rocha de 58 a 63, e de 73 a 76. Já Waldomiro Jayme da Rocha governou de 77 a 82 e de 89 a 92.

Para os solanenses acima dos quarenta anos de idade, as obras de maiores portes no município foram construídas no governo Waldomiro Rocha. O Hospital  de Solânea, o mercado público, o antigo SESP, hoje Policlínica e a adutora da Cagepa para Casserengue, que a época era distrito de Solânea.

Além dos “Rocha”, os solanenses tiveram dois grandes administradores: Epifânio Plácido da Silva, autor da construção do prédio da  Prefeitura e de umas das praças públicas mais lindas da região. Ele governou de 1963 a 1968. O outro foi Jacob Soares Pereira, que construiu 50 obras em 4 anos, sendo que as duas de maiores destaques foram: a rodoviária e o Cine Municipal, que embelezam até hoje o centro de Solânea. Jacob governou de 69 a 72.

Depois vieram outros destaques como, por exemplo, Arnóbio Alves Viana, que governou seis anos e conseguiu acabar com um dos maiores problemas existentes na cidade: as casas de palha.

Entre os empresários e comerciantes, os que mais contribuíram para o crescimento de Solânea foram: José Jofre da Rocha, Belísio Pessoa, Luiz Cachiado, Macilom Pinto, Luiz Ozélio de Carvalho, Pedro Miguel, José de Castro, Sebastião da Florinha, Antônio Alves de Macêdo (Tota da Tecimalhas), João Fernandes, João Fausto Pinto, Severino da Costa Maranhão (DIno), Maria Moreira(Maria Verde), entre tantos outros.

As pessoas mais folclóricas são: Geni do Jornal, Toinho do Palmeiras, professora Domera, parteira Maria Tinto, Dona Pessoa e Bililiu Refeições, Araújo e Pillaca, Antônio Cabeção,  Vicente Barbeiro, Pedro Galego, Pedro dos Índios e João Cali-Boca.

Solânea e a história da Maçonaria

Na história de Solânea também podemos contar com a tradição Maçônica. A Loja Maçônica José Pessoa da Costa foi fundada em 20 de setembro de 1969 e regularizada em  19 de setembro de 1970, pelos fundadores: Adauto Silva, Alfredo Fabrício, Antônio Alencar, Arthur Silva, Cláudio Rodrigues, Cleto Pompílio de Melo, Clodoaldo Nunes, Ducastel Imperiano, Epifânio Plácido da Silva, Eudifas da Silva Magalhães, Francisco Alves, Harrisson Nogueira Pinto, , Joaquim de Araújo, Manoel Cândido da Silva, Manoel Venâncio, Petronilo Viana e Severino Carneiro de Oliveira.

O Clube das Samaritanas

O Clube das Samaritanas foi fundado em 19 de agosto de 1981 no Veneralato do irmão Edson Carneiro de Carvalho, tendo como sua primeira presidente, Solange Araújo e Silva e vice-presidente, Maria José Menezes Rodrigues. Atualmente o clube das Samaritanas conta com um quadro de 31 senhoras.

Personagens ‘anônimos’

Solânea também contou com imigrantes para ser construída. Podemos citar alguns estrangeiros como Pe. Lambert de Grott, Pe. Mateus Grum e Pe. Leonardo Vicers, que contribuíram na reconstrução de Santa Fé nos anos 70, local atualmente conhecido mundialmente como Santuário de Santa Fé. Padre Leonardo destacou-se mais por ser o mais jovens. No final dos anos 80 e início de 90 construiu,  junto a alguns ‘discípulos’ o Abrigo Menino Jesus e o Conjunto Padre Leonardo, onde seu corpo foi sepultado.

Entre os que seguiram o religioso na sua missão de construir obras em benefício do povo solanense o imigrante remigense Manoel Balbino da Silva, que veio morar em Solânea nos anos 40, e tornou-se uma das pessoas de maior confiança de Padre Leonardo. Juntos, eles construíram outras grandes obras em prol da comunidade solanense.

Outra grande personalidade de imigração foi dona Severina Almeida. Vinda de Barra de Santa Rosa, também nos anos 40, destacou-se na área de alfaiataria, sendo uma das maiores costureiras da Paraíba. Dona Mocinha, como era conhecida, era famosa por confeccionar ternos e paletós para as grandes autoridades paraibanas.

E as mulheres também arregaçaram as mangas para ajudar no crescimento da cidade. Entre as que iniciaram os primeiros passos educacionais de Solânea podemos citar Ernestina Pinto (in memorian) e  Dona Domerina Maria de Oliveira, de 98 anos de idade.

Luís Almeida para o Focando a Notícia

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