ONU cobra de Obama o fechamento da prisão de Guantánamo

Publicado em terça-feira, Janeiro 24, 2012 ·

Prisão continua como sinônimo de tortura e maus tratos, mesmo com promessa de fechamento por parte do governo norte-americano

charge_democratizaçãoApesar de promessa eleitoral de Barack Obama, os Estados Unidos continuam desrespeitando a lei internacional por manter aberta a prisão na baía de Guantánamo, afirmou na segunda-feira (23), a alta-comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay. “Apesar da promessa de Obama, a prisão continua a existir e indivíduos permanecem detidos arbitrariamente e indefinidamente em uma clara violação do direito internacional”, disse Pillay. Ela lembrou que, em 2011, Obama reafirmou o compromisso de campanha durante discurso anual no Congresso norte-americano de que iria fechar o presídio.

Há dez anos, a base naval americana em Guantánamo, instalada em Cuba em território controlado pelos Estados Unidos, tornou-se sinônimo de tortura e maus tratos a presos desde que foi aberta, quatro meses após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Apena um dos 779 detidos foi levado a um presídio convencional nos EUA para ser julgado por um tribunal federal comum, outros enfrentaram julgamentos perante Comissões Militares. Por recorrerem a leis promovidas pela Casa Branca durante o governo de George W. Bush em uma perspectiva autointitulada “antiterrorista”, direitos fundamentais dos detidos em países como Afeganistão, Paquistão e Iraque foram deixados de lado.
“Embora reconhecendo plenamente o direito e o dever dos Estados de protegerem seus povos e territórios de atos terroristas, lembro todos os ramos do governo norte-americano de sua obrigação sob a lei internacional de direitos humanos, de garantir que indivíduos privados de liberdade possam ter a legalidade de sua detenção revista perante um tribunal”, disse.
Pilay se disse “profundamente decepcionada” com a demora em se cumprir a promessa. “Estou incomodada com a incapacidade de encontrar os responsáveis pelas graves violações dos direitos humanos, incluindo tortura, que lá ocorreram”, ressaltou.

Com informações da Reuters e Agência Brasil

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