Omissão de socorro. E se fosse você, Samu?

Publicado em sábado, outubro 5, 2013 ·

 

artigoniceEu não presenciei a cena, não estava lá, mas quem estava e me relatou é uma pessoa da minha mais extrema e absoluta confiança. Logo cedo recebi uma ligação do meu irmão Luís Carlos Almeida, jornalista por vocação, e com muita vocação diga-se de passagem, me contando, com grande revolta, um fato presenciado por ele na noite de sexta-feira (04/10), em Solânea.

Uma garota de 13 anos se envolveu em um acidente de moto e teve o fêmur quebrado. Fato comum entre tantos acidentes com motocicleta que têm ocorrido. No mês de agosto, por exemplo, o jornal FOCANDO A NOTICIA trouxe em sua edição os números violentos do perigo sob duas rodas.

O que de incomum aconteceu ontem à noite foi a omissão de socorro da central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que se negou a enviar para o local do fato uma ambulância de Bananeiras para fazer o atendimento, já que as duas existentes em Solânea já haviam se dirigido para Campina Grande com outras vítimas.

A garota minha gente, acreditem, teve que ficar mais de uma hora esperando por socorro no meio da rua, ao relento do frio da cidade, com o fêmur quebrado. Pelo menos dez pessoas que ali se encontravam, me relatou Luís Carlos, ligaram para o Samu, inclusive ele mesmo. Mas a resposta foi incrivelmente absurda: “Quem paga o Samu de Bananeiras é o prefeito da cidade, portanto se vocês (de Solânea) querem socorro se entendam com a secretária de saúde de vocês”.

Somente depois de muita espera e muito desespero, foi Putifar Imperiano que com sua humanidade que vem da sua natureza, da sua criação, do seu berço, quem encaminhou a ambulância do hospital distrital de Solânea, que não tem a mesma estrutura da do Samu, mas dispõe da boa vontade do diretor do hospital, dos motoristas que a conduzem e dos profissionais de enfermagem que ajudam no socorro.

Mas, meu irmão Carlos, essa não é a primeira vez que nós presenciamos a omissão de socorro do Samu. Lembra no ano passado quando nossa avó Rita Maria da Conceição de 86 anos estava tendo uma parada cardio respiratória? Eu mesmo liguei para o Samu e resposta foi: “dê uma medicação a ela e se daqui a 15 minutos ela não melhorar você nos liga novamente”.

Na ocasião passei o telefone para nossa irmã Genilda, que é enfermeira, e ela explicou que nossa avó estava morrendo, mas a resposta do Samu continuou sendo a mesma. Desesperados nós também tivemos a mesma ideia de pedir socorro a Putifar, cinco minutos depois nossa avó foi socorrida pela ambulância do hospital e conseguiu sobreviver.

A atitude da Central do Samu ontem contraria a união que os prefeitos de Bananeiras Douglas Lucena e de Solânea Beto do Brasil têm demonstrando na realização de projetos. É torcendo que essa parceria esteja acontecendo também na área da saúde que todos nós esperamos uma resposta das autoridades a essa atitude medíocre ocorrida ontem.

Eu, pessoalmente, irei questionar também o Ministério da Saúde para descobrir o que está havendo. E espero que a resposta seja favorável, pois não descansaremos.

 

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