OEA afirma que continente americano é o mais violento do mundo

Publicado em quarta-feira, junho 8, 2011 ·

Violência“Desde que comecei a falar, aconteceu pelo menos um homicídio doloso e, quando eu acabar, terão ocorrido entre oito e dez”, disse segunda-feira (6), o secretário de Segurança Miltidimensional da Organização dos Estados Americanos (OEA), Adam Blackwell, se referindo aos altos índices de violência nas Américas, durante a 41ª Assembleia Geral do organismo que foi realizada de domingo (5) a terça-feira (7) em El Salvador.

Durante sua exposição, o secretário de Segurança da OEA afirmou que o continente americano é o mais violento do mundo, registrando um homicídio a cada quatro minutos. Em 2009, a região registrou 133.837 homicídios, que representam 366 mortes por dia, 15 por hora e uma a cada 4 minutos. Enquanto que a média mundial é de 8 homicídios por cada 100 mil habitantes, a média nas Américas é de 14,94 por cada 100 mil habitantes. Alguns países do continente superam 44 mortes violentes por cada 100 mil habitantes. Devido a esta realidade é que a questão da segurança cidadã foi o tema central da Assembleia Geral da OEA.

Os dados apresentados por Blackwell estão registrados no informe sobre segurança nas Américas, intitulado “Alertamérica” (http://www.oas.org/dsp/espanol/cpo_observatorio.asp), que reúne estudos estatísticos sobre criminalidade e violência na região, entre o período de 2000 a 2010. O secretário explicou que o relatório não tem o objetivo de fazer comparações entre os países e sim verificar a eficácia das políticas para conter a violência.

Blackwell destacou que é preciso haver cooperação e troca de experiências para superar esta realidade, e disse que “não é possível aplicar políticas eficazes sem diagnósticos eficazes”. O secretário de Segurança espera que os dados melhorem em uma próxima avaliação.

O relatório foi elaborado pelo Observatório Interamericano de Segurança Cidadã da OEA, que monitora as políticas públicas e segurança e coopera no intercâmbio de informação e experiências para ajudar os países a estabelecerem um clima de paz em seus territórios. Para o secretário, a causa desta violência é o tráfico de drogas e o crime organizado na região, somado à ‘desigualdade, pobreza e educação’. Com estes números “é preciso buscar melhores soluções”, indicou.

Segundo a OEA, a última medição do Latinobarômetro afirmou que “a população da América Latina e Caribe acredita que a proteção contra o crime é o aspecto da democracia que está menos garantido”. 90% da população do continente teme ser vítima de um crime violento, já que se percebe um aumento da delinquência na última década. 22 chanceleres dos 34 países-membros participaram da reunião que foi presidida pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

Inclusão de gênero


Também durante a Assembleia Geral da OEA, o Comitê da América Latina e Caribe para a Defesa dos direitos da Mulher (CLADEM) defendeu a inclusão do tema ‘gênero’ na Declaração de San Salvador, alegando que a participação pública e política das mulheres tem sido dificultada pela desigualdade de gênero.

A entidade pediu que, na criação de políticas públicas sobre segurança, os legisladores considerem o problema da violência de gênero, suas causas e medidas de prevenção, e que analisem como a segurança das mulheres é afetada nos espaços públicos e privados. Além disso, o Cladem ressalta a necessidade de se estudar como a criminalidade impacta a vida das mulheres como vítimas ou como familiares de vítimas da violência.

Para a organização feminista, é necessário que os Estados promovam o reordenamento do espaço urbano de forma a deixar as cidades mais seguras para as mulheres, e também realizem estudos para identificar o impacto da criminalidade sobre a vida das mulheres que vivem em comunidades carentes e vulneráveis.

Com informações de agências.

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