cursinho pré-vestibular

O mito da caverna: uma das obras mais importantes de Platão

Publicado em sexta-feira, Março 22, 2019 ·

O “mito da caverna” é uma das principais passagens do livro “A República” de Platão, sendo uma das obras mais importantes do filósofo grego. Com grande importância para a filosofia ocidental, a obra é uma das mais citadas em questões de vestibulares no país, por isso é muito importante fazer um cursinho pré-vestibular para desvendar a metáfora do mito da caverna.

O que é o mito da caverna?

No mito da caverna, Platão usa uma metáfora para exemplificar a dificuldade dos homens em se abrir a novos conhecimentos.

Na passagem, o filósofo conta que, alguns homens estão aprisionados desde criança dentro de uma caverna e, por estarem acorrentados, não conseguem se mover pelo lugar. Imobilizados, os prisioneiros permanecem sempre virados para o fundo da caverna.

Atrás dele, há uma parede e uma fogueira que está sempre acesa. Através das sombras projetadas com a luz gerada pela fogueira no fundo da caverna, os homens conseguem perceber que do outro lado (lado de fora da caverna) existem pessoas transportando coisas. Com isso, os prisioneiros analisam o que está acontecendo através das imagens refletidas pela fogueira.

Num dia, um dos homens consegue quebrar as correntes que o aprisionam e escapar. Porém, ao escapar, ele se depara com a luz incessante da fogueira e da parte exterior da caverna, sendo levado a ver o que não estava acostumado.

Este homem então, entra num dilema: ele deve escolher se descobrir o que existe fora da caverna ou voltar ao local de aprisionamento pelo medo de viver em uma nova realidade.

Platão termina a passagem com o seguinte questionamento: Se o homem voltasse para resgatar os demais e os contasse o que viu, qual será a reação dos prisioneiros?

Como interpretar o mito da caverna?

Essa obra de Platão busca enfatizar a necessidade de diferenciar o mundo das ideias e o mundo dos sentidos. O filósofo pretende mostrar que o processo de saída da caverna acontece por meio da aquisição de conhecimento e pensamento crítico.

As amarras da nossa própria cultura

Segundo Platão, nós só conseguimos enxergar aquilo que queremos ver e temos um grande medo de agregar mais conhecimento a nossa existência. Quem vive num país de cultura fechada, como a Arábia Saudita ou qualquer outro país do Oriente Médio, por exemplo, enfrentaria dificuldades para se adaptar aos hábitos ocidentais de um país latino e vice-versa.

Para exemplificar, a nossa sociedade nos aprisionaria no fundo da caverna, criando uma visão distorcida do mundo, já que o analisaríamos de acordo com a nossa cultura e nossos costumes. Platão afirmava que apenas o pensamento crítico possibilitaria uma visão ampla de mundo e, por isso, há uma necessidade iminente de adquirir mais conhecimentos alheios a nossa formação cultural.

Senso comum

Para Platão, o senso comum é representado no mito da caverna pelas imagens refletidas através da fogueira. É através das sombras projetadas no fundo da caverna que os homens teriam uma ideia do que acontece.

Nesse sentido, o conhecimento científico e cultural de outras civilizações seria a saída para a luz, representada pela libertação da caverna. No mito, o prisioneiro que consegue escapar da caverna passa por um enorme estranhamento ao ver o que antes não conhecia. Isso exemplifica a metáfora de Platão: há um grande choque e também uma resistência a busca por novos conhecimentos.

Educação como chave de uma nova realidade

A dúvida do prisioneiro que consegue escapar é gritante no mito da caverna. O homem tem de escolher entre desbravar uma nova realidade ou permanecer na que já está habituado. Para Platão, esse enfrentamento a dúvida e a escolha pelo conhecimento de algo novo é saída para uma visão crítica mais fiel da realidade.

De início, o homem se sentiria perdido por duvidar da existir de algo além dos limites da caverna, mas com o tempo ele se acostumaria ao novo mundo.

Para Platão, o conhecimento real é obtido através da educação. É o professor quem traria o aluno a luz, ou seja, ensinaria sobre o mundo como um todo e despertaria o pensamento crítico.

Escolher fugir da caverna é um processo difícil, mas extremamente necessário para ter uma visão ampla da realidade. Platão evidencia a diferença entre o mundo dos sentidos (interior da caverna), quando os homens estão presos ao que já conhecem e o mundo das ideias (parte exterior da caverna), em que, pela educação, é possível agregar conhecimento científico e cultural.

 

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