Número de vasectomias cresce 28% em cinco anos, na Paraíba

Publicado em sexta-feira, agosto 26, 2016 ·

vasectomia-anestesiaOs homens paraibanos estão entendendo que não cabe só às mulheres a submissão a procedimentos de contracepção definitiva. Nos últimos cinco anos, o número de homens submetidos à vasectomia, na Paraíba, cresceu 28,2%. Desde 2011, 1.568 operações foram realizadas em 13 municípios. Na Maternidade Instituto Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, Agreste paraibano, aumentou 27%. Segundo a coordenadora de Planejamento Familiar da maternidade, Maria de Lourdes Araújo, a propaganda boca a boca feita pelos próprios homens que se submetem ao procedimento tem ajudado a disseminar a facilidade e importância da cirurgia. No Isea, a fila de espera é de aproximadamente 100 homens. Quem procurar pelo serviço hoje em Campina Grande, só fará a cirurgia em fevereiro de 2017.

A vasectomia é ofertada gratuitamente no município desde 1996 e, todas as quartas-feiras, cinco cirurgias são realizadas na maternidade. “O procedimento dura em média 15 minutos e o homem sai daqui andando por conta própria. A diferença é que, quando começamos a realizar esse tipo de cirurgia no hospital, quando tinha dois homens para se submeter ao procedimento, era muito. Hoje existe até fila de espera”, disse a diretora administrativa do Isea, Ilka Nunes.

A diretora explicou ainda que o homem que procura o serviço tem que atender aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que é ter a partir de 25 anos de idade e dois filhos vivos. “No Nordeste ainda há a prerrogativa do filho mais novo ter mais de um ano de idade, pois se considera a taxa de mortalidade infantil na região. Ou seja, é imprescindível que o homem tenha consciência que trata-se de um procedimento irreversível e que, por isso, é necessário ponderar todos os prós e contras”, disse Ilka.

Segundo a coordenadora do Planejamento Familiar do Isea, a demanda de procura pela cirurgia pode ser referenciada ou espontânea. “Ou seja, tanto o homem pode ser encaminhado de outras unidades de saúde por ter muitos filhos e se enquadrar no perfil, como ele pode nos procurar por conta própria. Vem gente até de outros Estados pra cá”, afirmou Lourdes.

A preferência pelo procedimento, segundo a enfermeira, pode estar relacionada ao menor risco de infecção, a recuperação mais rápida e ao fato de a probabilidade de complicações ser maior em cirurgias de laqueadura. “Eu mesmo decidi fazer a cirurgia para preservar minha esposa. Não queremos mais filhos. Ela me ajuda tanto em casa e em nosso comércio, e já me fez tão feliz com os filhos que me deu, que o mínimo que posso fazer por ela é esta cirurgia”, disse Silvano Marques, de 35 anos, casado e pai de duas crianças. A cirurgia dele está marcada para o dia 11 de janeiro de 2017.

Fernanda Figueirêdo do Correio da Paraiba

 

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