Número de mulheres presas cresce 112% na PB e Estado é o 6º do país com maior índice de aumento

Publicado em quarta-feira, junho 3, 2015 ·

Mulher-presaFlagradas ao tentar entrar em presídios com drogas, celulares, carregadores ou qualquer outro produto, muitas mulheres têm sido presas quase que diariamente na Paraíba. A maioria alega, em sua defesa, que foi obrigada a transportar o objeto para entregar ao marido ou companheiro. E este pode estar sendo o principal motivo para o crescimento do número de mulheres encarceradas no Estado.

De acordo com o Mapa do Encarceramento divulgado pelo Ministério da Justiça, nesta quarta-feira (03), o índice de pessoas presas do sexo feminino aumentou em 112% colocando a Paraíba em 6º lugar no Brasil onde mais se elevou essa taxa. No Nordeste, o Estado aparece em 3º em crescimento do número de mulheres presas. Isso num intervalo de apenas cinco anos.

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A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).

Enquanto em 2007 a população carcerária feminina era de 271 na Paraíba, em 2012 esse número passou para 574. O único ano em que houve redução na taxa de mulheres presas no Estado foi justamente no último avaliado pela pesquisa. Em comparação com o ano anterior (2011) houve um decréscimo mínimo de 2,26%. Nesse período o número de encarceradas era de 587.

População carcerária na Paraíba

A Paraíba é o 4º Estado do Nordeste onde há o maior número de pessoas em presídios. Ao todo, o Estado tem uma população carcerária que chega aos 8.723. Pernambuco é o 1º da região com 28.769 presos. Ele vem seguido do Ceará (17.622) e da Bahia (10.251).

O total de encarcerados na Paraíba cresceu 43% em sete anos. Em 2005 o Estado tinha 6.118 pessoas vivendo em presídios. Segundo o Mapa do Encarceramento, para cada 100 mil paraibanos há 232 presos. Essa média é maior que a registrada no Nordeste, que foi de 163 detidos para cada 100 mil habitantes.

Mas, nem todos os presos haviam sido condenados no período da pesquisa. O estudo revela que 38,3% dos encarcerados ainda aguardavam julgamento, enquanto que 61,7% já haviam sido condenados.

 

 

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