Novo Código Civil desencadeia rejeição de grupo católicos conservadores

Publicado em quinta-feira, novembro 21, 2013 ·

argentinaPrestes a aprovar um novo Código Civil, o governo argentino enfrenta duras críticas do lado mais conservador da Igreja Católica, que rejeita a reforma alegando que o projeto cria leis que vão contra as tradições familiares e a pátria. O projeto de mudança do Código Civil, que, atualmente, está sendo estudado pelo Congresso argentino, altera leis na área dos direitos humanos, permitindo, por exemplo, o casamento de pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por esses casais, facilita os trâmites para o divórcio, entre outros pontos.

Recentemente, o Consórcio de Médicos Católicos da Argentina manifestou seu repúdio ao projeto argumentando que “vai de encontro ao senso comum, das virtudes e dos valores tradicionais da família e da nossa pátria. Vai contra o direito natural e se opõe à única verdade, que é imutável, perdurável e não está sujeita às caprichosas decisões humanas”.

Em um comunicado, o Consórcio afirma que o projeto de mudança do Código Civil é a continuação de uma série de leis que, tanto na Argentina, como em outros países, vem criando novos direitos, que, na realidade, seriam falsas interpretações do que é natural. “Em nosso país, vêm sendo aprovado, progressivamente, na legislatura nacional, nas províncias e nos conselhos deliberantes, leis antinaturais, como as de saúde reprodutiva, de identidade de gênero, da autodeterminação sexual, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da eutanásia, da educação sexual obrigatória nas escolas.”

Os médicos católicos reafirmam que “as características dos seres humanos, que os diferencia dos outros animais, são a razão e a liberdade. A razão permite buscar e aceitar a verdade, que é fixa e imutável. Por sua vez, a liberdade permite escolher entre o bem e o mal, e que, no caso concreto desse projeto, deve se pautar pelo bem. O bem das crianças, das mulheres, das famílias e da sociedade”.

Crítica à intolerância

Para o jornalista uruguaio radicado na Argentina Washington Uranga, apesar do Papa Francisco ser argentino e progressista, a Igreja daquele país mantém uma postura excessivamente conservadora. No artigo ‘Intolerantes, Fundamentalistas e Delinquentes’, Uranga chama a atenção para várias manifestações de intolerância religiosa, profanação de templos e expressões que mostram que, apesar dos grandes avanços quando se fala em direitos humanos, na Argentina subsistem pessoas e grupos intransigentes.

“Prova disso são desde as declarações de Jaime Duran Barba, elogiando Hitler, aos atentados a templos protestantes e católicos, como o que ocorreu, no mês passado, quando um grupo católico invadiu a catedral de Buenos Aires, no momento em que se celebrava um ato religioso em recordação à chamada noite dos Cristais, ponto de partida para o holocausto judeu”.

No artigo, Uranga relata atentados contra grupos religiosos, mostrando a intolerância contra a diversificação de religiões.

 

Adital

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