Nova fase da Lava Jato faz cerco a políticos investigados pelo STF

Publicado em quarta-feira, julho 15, 2015 ·

PF apreende Lamborghini que estava na Casa da Dinda, a famosa residência de Fernando Collor em Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
PF apreende Lamborghini que estava na Casa da Dinda, a famosa residência de Fernando Collor em Brasília
(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

A Operação Lava Jato cumpriu, ontem, os primeiros 53 mandados de busca e apreensão contra políticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal por suspeita de participar do esquema de corrupção na Petrobras. Na lista de alvos com foro privilegiado, há três senadores, um deputado federal e o ex-ministro das Cidades Mario Negromonte, atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia.

Em seis estados e no Distrito Federal, a força-tarefa da Lava Jato vasculhou residências e endereços comerciais de parlamentares, ex-parlamentares e empresários ligados a ele. Além da Bahia e do DF, foram apreendidos carros de luxo, dinheiro, documentos, computadores e arquivos eletrônicos em Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco,  Rio de Janeiro e São Paulo.

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Em Salvador, a Polícia Federal (PF) cumpriu 11 mandados.  Nas primeiras horas da manhã, agentes e delegados da PF,  acompanhados por procuradores da República, fizeram uma varredura no apartamento de Negromonte, localizado no Itaigara, e em seu gabinete no TCM.

Na Bahia, outro alvo da nova fase da Lava Jato – chamada de Operação Politeia em referência à cidade sem corruptos idealizada por Platão – foi o empresário José Mattos, ex-secretário de Transportes de Salvador na segunda gestão de João Henrique. Ligado ao vice-governador João Leão (PP), também investigado no STF, Mattos é suspeito de auxiliar a cúpula do PP baiano em transações originadas em pagamento de propina a políticos do esquema.

Figurões
No total, três senadores foram alvos dos mandados da Lava Jato: Fernando Bezerra (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional; Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido; e Fernando Collor (PTB-AL), ex-presidente da República destituído por impeachment. Também foram alvos o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e o ex-deputado João Pizzolati (PP-SC).

Além de políticos, o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o baiano Aroldo Cedraz, também teve sua casa e seu escritório, ambos em Brasília, alvos das buscas e apreensões. A PF também cumpriu  mandados na Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e em endereços de dois ex-diretores da BR Distribuidora no Rio: Luiz Cláudio Caseira Sanches e José Zonis, indicados aos cargos por Collor.

Bens
Na residência de Collor em Brasília, a famosa Casa da Dinda, foram apreendidos três carros de luxo: uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e um Lamborghini prata. A PF  também cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento do senador em Maceió  e na sede da TV Gazeta, afiliada da Globo que pertence à família do político.

Além dos carros de Collor, a PF apreendeu outros cinco veículos, obras de arte, joias e dinheiro em três moedas: R$ 4 milhões, US$ 45 mil e 24,5 mil euros. Desse montante, R$ 3,6 milhões estavam no cofre de uma empresa de São Paulo que pertence a Carlos Alberto Santiago, dono da Aster Petróleo. Santiago é suspeito de intermediar propina para Collor sobre um contrato de R$ 300 milhões da BR Distribuidora.

De acordo com a PF, as ações foram deflagradas para “evitar que provas sejam destruídas pelos investigados”. As  buscas foram autorizadas pelos ministros do STF Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

No plenário do Senado, Collor classificou a ação como “invasiva e arbitrária”, mesmo tom adotado pela defesa de Ciro. Em nota, Bezerra disse que confia no trabalho das autoridades e que está à disposição da Justiça. Também por nota, Negromonte reiterou seu “irrestrito intuito de colaborar com a investigação” e disse que tem “plena convicção” de que a investigação “apontará para a sua inocência”.

Agentes recolhem documentos em endereços ligados a Negromonte
(Foto: Mauro Akin Nassor)

Agências de Notícias

 

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