Nos trilhos, Dilma truca críticos de infraestrutura

Publicado em sexta-feira, setembro 20, 2013 ·

dilmaA família Stuckert faz história na documentação fotográfica da Presidência da República há duas decádas. Nesta quinta-feira 19, em Rondonópolis, Mato Grosso, Ricardo Stuckert Filho ampliou a galeria de fotos emblemáticas e inesquecíveis de um presidente criada pelo clã.

Sem fazer realismo socialista, mas retratando com o que no governo vai sendo chamado de ‘soft power’; mostrando uma presidente com um tanto de cansaço no conjunto, mas genuinamente feliz pelo que estava fazendo; e, sobretudo, pela leitura política que permite fazer a partir de seu click, o fotógrafo titular da presidente resumiu o estilo Dilma Rousseff.

A presidente não fez nada menos, na manhã de hoje, que concluir a épica Ferronorte, com um longo trecho de 260 quilômetros de ferrovia e a inauguração oficial do Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), por sua vez o maior da América Latina, já em operação.

Se a foto de Stuckert pode representar o ufanismo, não é para menos. Pela grandiosidade que poderia ser explorada da cena, o que foi feito com sabedoria, e a informação jornalística em si, da qual não se afasta, como haveria de ser diferente?

Se há momentos em que, visivelmente, o Brasil anda para trás, também há aqueles em que, espera-se que todos reconheçam, avança. Não é todo o dia que se conclui, verdadeiramente, uma obra de infra, e é mesmo um traço pequeno no secular mapa de descaso das autoridades com o modelo ferroviário, mas é algo que se fez.

Já em operação, o intermodal estará trabalhando com sua capacidade plena nos próximos, dias escoando produção agrícola e minério de ferro. Commodities, alguns dão de ombros. Mas os mesmo commodities que trouxeram o País até aqui. Vindos do setor que segura, neste momento, o PIB.

Política e eleitoralmente, que é muito o que conta cada vez mais, a presidente não poderia deixar de faturar. A imagem dela na locomotiva é daquelas que aumenta a popularidade de qualquer um. Qual é a criança que não gosta de um trem e não sabe o que ele representa? O símbolo histórico do progresso? Antes que se despejem as críticas, qual presidente poderia perder essa?

E não foi Dilma que inventou a reeleição.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

Dilma rebate críticas a consórcio vencedor de leilão da BR-050

19/09/2013

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que se surpreendeu com notícias veiculadas na imprensa classificando de “aventureiro” o consórcio, composto por dez empresas, que venceu o leilão de concessão da BR-050, rodovia que liga Goiás e Minas Gerais. O consórcio propôs a menor tarifa, de R$ 0,04534 por quilômetro, representando deságio de 42,38%. Dilma falou sobre o assunto após inaugurar um trecho da ferrovia Ferronorte e o Complexo Intermodal Rondonópolis, o maior da América Latina, neste município mato-grossense.

“Hoje eu estava lendo de manhã o jornal e vi uma observação que me surpreendeu: que a empresa era aventureira, que ganhou porque era aventureira, dando um deságio de 42%. Você sabe quanto foi o deságio da segunda? Foi 38%, se não me engano, ou 37%. Mas não interessa, vamos supor que seja 36%. Da terceira [empresa] e da quarta. também. Mais de 36% da terceira e da quarta também. Então, você tem hoje um deságio das quatro empresas bastante significativo”, reagiu Dilma.

A presidenta também defendeu a integração entre governo, iniciativa privada e órgãos de fiscalização para viabilizar as obras das concessões e evitar pedidos incompatíveis. “É impossível querer três coisas simultâneas, quando elas são contraditórias. Eu não posso querer uma taxa de retorno muito valorizada e uma tarifa muito baixa. Há estados que se recusam a pagar tarifa de pedágio. É impossível fazer concessão sem tarifa de pedágio”, disse Dilma, lembrando que o objetivo das concessões é viabilizar obras de duplicação e melhoria das rodovias.

Em discurso na inauguração de trecho da ferrovia Ferronorte e do Complexo Intermodal Rondonópolis, a presidenta destacou a “imensa fragilidade” do país em infraestrutura logística. Segundo ela, o Brasil está correndo para corrigir o atraso, fundamentalmente na área de ferrovias, definida por grandes potências continentais, há mais de um século, como forma de internalizar seu desenvolvimento e aumentar a competitividade. “O Brasil é um país continental, exportador de alimentos, com grande agronegócio e poderio mineral, imensa capacidade de intercomunicação com mercados diversificados, que precisam de ligação interna, e sem estrutura ferroviária.”

Dilma ressaltou as vantagens do transporte ferroviário para escoamento da produção do país, como menores custos, mais agilidade e capacidade de otimizar a ligação com rodovias, hidrovias e portos. De acordo com a presidenta, o complexo intermodal inaugurado em Rondonópolis é um avanço a mais nesse sentido. “Um complexo intermodal, o maior da América Latina, é um local que atrai outras empresas, onde se criam emprego e renda, e tem condição de transformar empresas e negócios em todo seu entorno”.

Edição: Nádia Franco

brasil247

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