No Piauí, meninas sofreram estupro em ‘rodízio’ por duas horas e uma chega a óbito

Publicado em terça-feira, junho 9, 2015 ·

óbitoO promotor Cesário Cavalcante Neto, responsável pela representação no caso do estupro coletivo em Castelo do Piauí (PI), informou que as adolescentes foram violentadas sexualmente por duas horas em uma forma de ‘rodízio’. Os cinco envolvidos teriam amarrados as vítimas em um pé de caju, amordaçado, vendado, e, em seguida, foram se revezando para que todos estuprassem todas as meninas. Danielly Rodrigues Feitosa, uma das vítimas, não resistiu e morreu no último domingo (7) .

No último dia 27, as meninas, com idades entre 15 anos e 17 anos, foram em duas motos a um ponto turístico próximo à cidade para fazer fotografias. Elas foram abordadas pelos suspeitos quando desciam do local. Segundo o promotor, depois que elas foram abusadas, os suspeitos arrastaram as garotas até um penhasco e as jogaram de uma altura de 10 metros. Depois desceram para conferir se elas estavam mortas e as feriram com pedradas ao perceber que ainda estavam acordadas.

 

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— Eu nunca vi um crime ser cometido, em grupo, com tanta crueldade. Os envolvidos confessaram de forma lúcida tudo o que praticaram.

Quatro menores foram apreendidos e um adulto preso, todos envolvidos no crime. Segundo o promotor, eles confessaram a participação e devem responder por, pelo menos, cinco crimes cada um.

As meninas foram encontradas muito feridas em um local conhecido como Morro do Garrote, próximo à entrada de Castelo do Piauí, no interior do Estado.A polícia trabalha na elaboração dos laudos para apurar se todas as vítimas foram violentadas sexualmente. As outras três vítimas seguem internadas. Duas estão no Hospital de Urgência de Teresina. As jovens, de 17 e 15 anos, não estão mais na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e se recuperam bem. A outra vítima, de 16 anos, foi a que teve ferimentos menos graves. A garota está internada em um hospital particular da região e também se recupera bem.

Os quatro adolescentes suspeitos eram conhecidos na cidade. A diretora da escola disse conhecer alguns dos garotos. Na foto, Adão José de Sousa, 40 anos, o único maior de idade envolvido no crime. Os adolescentes estão detidos no CEIP (Centro de Internação Provisória de Teresina) e Adão, no presídio público da cidade.
Enterro

O corpo da jovem de 17 anos que morreu dez dias após ser estuprada, agredida e arremessada do alto de um penhasco no interior piauiense foi enterrado ontem (8) em Castelo do Piauí, distante 190 quilômetros da capital, Teresina. A garota morreu no início da noite de ontem no Hospital de Urgência da capital.

Segundo a Secretaria de Saúde, a jovem teve esmagamento da face e lesões no pescoço e no tórax. A equipe médica não conseguiu evitar as complicações decorrentes das hemorragias. A prefeitura de Castelo do Piauí, cidade com 18 mil habitantes, decretou luto de três dias, e as aulas foram suspensas.

No último dia 27, a garota e mais três amigas, com idades entre 15 anos e 17 anos, foram encontradas pela Polícia Civil violentadas e desacordadas. As demais vítimas passam bem e devem receber alta médica nesta semana.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Willame Moraes, as meninas foram, em duas motos, a um ponto turístico próximo à cidade para fazer fotografias. O delegado disse que, nesse local, elas foram abordadas, amarradas e amordaçadas e durante duas horas sofreram violência sexual.

Quatro menores foram apreendidos e um adulto preso, todos envolvidos no crime. “Após os estupros, o maior [de idade] jogou as meninas ainda amarradas de uma altura de mais de 6 metros. Como elas sobreviveram, dois menores, a mando do maior, desceram até onde elas estavam e apedrejaram a cabeça delas, com o intuito de matá-las”, informou Moraes.

No dia seguinte ao crime, cerca de mil moradores da cidade fizeram uma manifestação na porta da delegacia e chegaram a atear fogo em pneus em um protesto contra a falta de segurança e para pedir a prisão dos suspeitos.

AE

 

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