No Dia do Combate ao Câncer de Pele, o alerta para incidência máxima de raios UVs na Paraíba

Publicado em sábado, novembro 29, 2014 ·

 Nalva Figueiredo (Jornal Correio da Paraíba)

Nalva Figueiredo (Jornal Correio da Paraíba)

Neste sábado (29), em todo o país, acontece o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Na Paraíba, a preocupação dos especialistas recai sobre a exposição excessiva ao sol. Os raios ultravioleta estão atingindo o nível máximo no estado.  Foram registrados níveis altos cuja intensidade chegou a 10, em João Pessoa e Campina Grande.

Com as férias escolares e a proximidade do verão, as praias ficam lotadas e a exposição ao sol é cada vez maior. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTec)  informou que há possibilidade de no Litoral do estado os níveis altos, de intensidade 10, serem ainda maiores.

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No Sertão a incidência foi ainda maior, com níveis chegando ao extremo como em Patos, que atingiu 11 e em Cajazeiras e Pombal, com nível 12.

De acordo com a dermatologista Francisca Estrela, membro da Sociedade Paraibana de Dermatologia, a incidência dos raios UV (ultravioleta) em níveis muito altos é danosa à pele e, após 15 minutos de exposição, ela favorece ao aparecimento de manchas, ao envelhecimento da pele e até ao câncer, principalmente para aquelas pessoas de pela branca, mais sensíveis ao sol.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2014 sejam contabilizados 182.130 novos casos de câncer de pele no Brasil.

O diagnóstico precoce é essencial para a cura. O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer entre a população brasileira.  Há três tipos principais de câncer de pele: o mais comum, o carcinoma basocelular, corresponde aproximadamente a 71,4% dos tumores malignos da pele; o carcinoma espinocelular corresponde a 21,7% dos casos, e o melanoma representa 4% – apesar da menor incidência, este último merece atenção especial.

O melanoma é o mais agressivo e com maior índice de mortalidade, se diagnosticado tardiamente. Por exemplo, se um melanoma tiver quatro milímetros de espessura quando diagnosticado, o paciente terá sobrevida em cinco anos de aproximadamente 54%, ou seja, 46% dos pacientes morrerão da disseminação da doença no período”, comenta o patologista Gilles Landman, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

Segundo estudo americano publicado na Archives of Dermatology, os pacientes com melanoma possuem 28% maior risco de desenvolver outros tipos de câncer, como os de mama e próstata. Além de mais agressivo, o melanoma também é o mais difícil de ser diagnosticado. “Os tipos de doenças de pele mais difíceis de serem descobertos são os melanomas e seus subtipos, por causa de sua semelhança com as lesões benignas em alguns casos”, afirma Landman.

A ascendência e o tipo de pele também podem mostrar se a pessoa tem mais probabilidade de desenvolver a doença.  Pessoas muito claras, com cabelos claros, olhos claros, portadoras de sardas e que se queimam com facilidade e dificilmente se bronzeiam são mais suscetíveis ao desenvolvimento do câncer de pele. Além disso, pessoas com muitas pintas (nevos) têm maior probabilidade de desenvolvimento de melanoma.

 

portalcorreio

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