No 3º dia de protestos, professores do RS tomam ruas por piso

Publicado em sábado, Março 17, 2012 ·

Professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul bloquearam ruas da região central de Porto Alegre nesta sexta-feira para cobrar do governo estadual o cumprimento da lei do piso, que determina o pagamento de R$ 1.451,00 para um docente com carga horária de 40 horas semanais. O Estado paga o pior salário para a categoria em todo o País, cerca de R$ 800.

No terceiro dia de paralisação nacional, professores do Rio Grande do Sul cobraram mais verbas para a educação Foto: Vinícius Costa/Futura Press

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a manifestação dos educadores teve início por volta das 14h30, junto à sede da Secretaria Estadual de Educação. Em marcha pela avenida Borges de Medeiros, no centro da capital, os professores seguiram até o Palácio Piratini e deixaram as ruas do entorno bloqueadas por mais de uma hora. No local, eles se uniram a policiais, que também cobram reajuste do governo.

Por volta das 18h, os educadores se concentravam na avenida Loureiro da Silva, nas proximidades da Secretaria de Educação, que também estava bloqueada. Com faixas, cartazes e carros de som, a categoria criticava a proposta de reajuste apresentada pelo governo estadual, de R$ 1.260,00 até 2014, valor inferior ao piso.

O governo gaúcho discorda do critério atual de correção do piso e quer que o reajuste seja baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação. Em entrevista no início do mês, o secretário estadual da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou que para pagar o piso pretendido pelo Cpers, o plano de carreira dos professores teria de ser alterado.

O encontro desta sexta-feira foi marcado depois de uma pressão dos professores para a Assembleia Legislativa não votar um reajuste de 23,5% em três parcelas. Os aumentos fazem parte da proposta do governo de pagar R$ 1.260,00 até 2014.

Paralisação nacional
Em todo o País, os professores organizam um movimento de alerta e devem paralisar as atividades por três dias – desde quarta até esta sexta-feira – para cobrar de governos estaduais e prefeituras o pagamento do piso nacional do magistério, o cumprimento da jornada extraclasse, o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, entre outras demandas. A secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, acredita que a paralisação possa resultar em greves, conforme as assembleias das categorias nos Estados.

Terra

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