Nilda Gondim destaca homenagem da Academia Paraibana de Letras e Luiz Augusto Crispim

Publicado em terça-feira, agosto 23, 2011 ·

Deputada federal Nilda Gondim 02 (Julho de 2011) (2)A deputada federal Nilda Gondim (PMDB-PB) elogiou a iniciativa da Academia Paraibana de Letras de homenagear o escritor, jornalista, poeta, cronista e advogado Luiz Augusto da Franca Crispim com o lançamento póstumo, às 17h30 desta terça-feira (23), dos livros “Caminhos de mim: Andanças pelos tempos descalços” (coletânea com 963 páginas) e “Eu e outros arrecifes” (livro com 152 páginas). Se vivo estivesse, Crispim estaria completando nesta data 66 anos de idade.

Nascido no dia 23 de agosto de 1945 em João Pessoa/PB, Luiz Augusto Crispim faleceu no dia 06 de dezembro de 2008, deixando para a posteridade a memória de um homem que foi considerado como uma das personalidades mais ilustres do seu tempo. Apaixonado pelas letras e entusiasta da cultura em todas as suas manifestações, foi através de seus escritos em prosas e versos que o escritor teve reconhecimento regional e nacional.

Filho de Napoleão Crispim e Maria Tereza da Franca Crispim, Luiz Augusto Crispim era casado com Adília Espínola da Franca Crispim, com quem teve dois filhos: Teresa Elizabeth e Luiz Augusto Filho. Graduado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais e graduado em Língua e Literatura Francesa, ele construiu carreira de sucesso nas áreas jurídica e jornalística.

Conforme lembrou a deputada Nilda Gondim, Crispim exerceu diversos cargos públicos ao longo de toda a vida, dentre eles os de presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), presidente da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo, diretor-superintendente de A União – Superintendência de Imprensa e Editora, secretário de Estado da Comunicação, secretário de Estado da Cultura, Esportes e Turismo, procurador geral do Estado, procurador geral do Município de João Pessoa e secretário-chefe da Casa Civil do Governador da Paraíba.

Na carreira jurídica, tornou-se um renomado advogado e chegou a ser cotado para assumir uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça da Paraíba. Como jornalista, foi editor, redator e cronista de vários jornais diários de circulação estadual na Paraíba, e ainda correspondente do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e da Folha de São Paulo, na Paraíba.

Como cronista, Crispim assinava coluna no jornal Correio da Paraíba até pouco antes de seu falecimento. Como escritor, publicou os livros: “Por uma Estética do Real”, “O Arco e a fonte”, “Os anéis da serpente”, “A expiação de Orfeu”, “Poemas da estação”, “Os pecados da tarde”, “As artes da paixão”, “A dama da tarde”, “Os delitos da glória” (Coleção Literatura Viva), “O herói sem rosto”, “Histórias, idas e avenidas”, “A longa vigília”, “Reparos da  vida”, “Memorial da Pensão da Paz Dourada” e “Estudos Preliminares de Direito” (Introdução ao Estudo do Direito).

Jornalista e escritor bastante premiado por seus textos cheios de emoção e realismo, Luiz Augusto Crispim recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Regional (uma das maiores premiações do jornalismo brasileiro) pelo trabalho de incentivo para uma Economia de Cordel; obteve Menção Honrosa do Concurso de Monografias da Universidade Federal da Paraíba sobre a obra de Euclides da Cunha, e recebeu Menção Honrosa da Fundação Cultural “Manuel Bandeira”, de Campina Grande, por serviços prestados à cultura paraibana.

Membro da Academia Paraibana de Letras, da qual foi presidente por dois mandatos consecutivos (1984 a 1991), Crispim era sócio da Associação Paraibana de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba e da Associação Cultural Franco-Brasileira.

Assessoria para o Focando a Notícia

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