Nicolas Maduro anuncia detenção de três generais por tentativa de golpe de Estado

Publicado em terça-feira, Março 25, 2014 ·

nicolas-maduroTrês generais da Força Aérea venezuelana foram presos na noite de segunda-feira e acusados pelo próprio presidente Nicolás Maduro de tentativa de golpe de Estado. A informação foi divulgada durante uma reunião com chanceleres e representantes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) no Palácio Miraflores. Maduro garantiu que os militares já estão à disposição dos tribunais.

— Na noite de ontem (segunda) capturamos três generais que estavam sendo investigados graças à poderosa moral da nossa Força Armada bolivariana.

O presidente explicou que a tentativa de golpe foi descoberta por jovens generais, tenentes e coronéis, que denunciaram que estavam sendo convocados a pegar em armas por três oficiais que “pretendiam colocar a Força Aérea contra o governo” .

— O grupo capturado tem vínculos diretos com setores da oposição e diziam que a semana que começava ontem era decisiva. Se isso acontece, seria uma guerra psicológica entre eles mesmos — afirmou, sem dar mais detalhes sobre as detenções ou os nomes dos generais presos.

Desde o início de fevereiro, quando começaram os protestos pelo país, os órgãos oficiais registraram 36 mortos, mais de 400 feridos e quase 2 mil pessoas detidas. Maduro reafirmou, no entanto, que as manifestações — as maiores da última década — têm como objetivo tirá-lo do poder, usando a mesma receita que, em 2002, tirou seu antecessor, Hugo Chávez, brevemente do cargo.

Em cidades como Caracas, Valencia, Mérida, San Cristóba e Puerto Ordaz, opositores bloquearam as ruas com barricadas e pequenos grupos de jovens enfrentam quase diariamente as forças de segurança com pedras e coquetéis molotov.

Além da prisão do líder opositor Leopoldo López e da cassação do mandato da deputada Maria Corina Machado, o governo venezuelano aumentou a perseguição a seus adversários detendo prefeitos da oposição. Daniel Ceballos, do município de San Cristóbal, no estado de Táchira — berço da onda de protestos que tomam o país há mais um mês —, e Enzo Scarano, de San Diego, em Carabobo, já foram presos em operações do Serviço de Inteligência Bolivariano (Sebin).

O Globo

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