Nice Almeida – O que está acontecendo, meu Deus?

Publicado em quinta-feira, Fevereiro 9, 2012 ·

niceEu não o conhecia. Nunca tinha ouvido falar sequer no seu nome. Mas, esse pequeno detalhe pouco importou diante do fato que marcou o dia de quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012, em João Pessoa. O assassinato brutal do servidor público Bruno Ernesto Morais, de 31 anos, chocou a todos e nos fez refletir sobre o que está acontecendo com a nossa sociedade.

Porque e para quê tanta violência? Porque somos nós, cidadãos trabalhadores, que temos a obrigação de ficar trancafiados dentro de nossas casas enquanto bandidos impiedosos ficam livres andando pelas ruas de nossas cidades matando indiscriminadamente sem que nenhum de nossos políticos se mobilize para mudar nossa legislação já tão ultrapassada.

Apenas 16 anos, essa é a idade do acusado de ‘organizar’ o crime que começou com um sequestro e terminou com a morte de um jovem que ainda tinha um bilhão de coisas boas para serem vividas junto com a sua esposa, a jornalista Carol.

Mas com relação a isso a imprensa pode comentar pouco já que a legislação não nos permite. Somos proibidos de divulgar os nomes deles quando são apreendidos (também não podemos dizer que eles são presos, do contrário seremos nós a responder judicialmente).

A tristeza que a família desse jovem está sentindo não tem nem como nós imaginarmos porque somente sentindo na pele é que se sabe o tamanho dessa dor.

Tristes lembranças…

Esse crime bárbaro me trouxe lembranças tristes de dez anos atrás quando também perdi um amigo de forma brutal. Recordei o momento em que perdemos João Porfírio, em Solânea, que assim como Bruno foi assassinado por um ‘adolescente’ que não teve a menor piedade.

João teve a má sorte de levantar para ir ao banheiro no exato momento em que o rapaz de 15 anos invadia seu estabelecimento comercial que funcionava na sua casa. O simples ato de ascender a lâmpada foi fatal.

Um tiro no abdômen e pronto! João foi levado ao hospital, mas não resistiu e teve sua vida levada por um marginal que temos que chamar de adolescente.

Foi um momento muito triste para quem cresceu vendo João atrás daquele balcão que garantia a sua sobrevivência, a de sua esposa e de três filhos.

Pena é saber que, assim como João, o caso de Bruno em breve será lembrado apenas pela família que, com certeza, jamais… jamais esquecerá esse momento tão triste

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