Nice Almeida – O perigo mora em qualquer lugar

Publicado em quinta-feira, agosto 4, 2011 ·

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O fortalecimento da economia brasileira fez surgir o que todos chamam de nova classe média. O boom econômico levou também ao crescimento da rede privada de saúde procurada por muitas pessoas que se inseriram nessa nova classe e que ficaram cansadas de lutar com o Sistema Único de Saúde (SUS).

A busca por um serviço de saúde, no entanto, nos fez descobrir uma triste realidade até então desconhecida. Quem tem plano de saúde agora tem que viver com o seguinte dilema: qual a diferença da saúde pública para a privada em nosso país?

Outro dia resolvi fazer o famoso check-up anual. A atendente do consultório me disse: “O atendimento é a partir das 13h30 por ordem de chegada”. O negócio já começa errado por essa tal de hora de chegada, antigamente você marcava a hora da consulta e era atendido naquele horário marcado.

Pois bem! Pontualmente às 13h30 cheguei ao consultório. Gente sabe a que horas eu saí do consultório? Exatamente 18h35. Fiquei seis horas esperando até ser atendida.

E olhe que meu plano, graças a Deus, não é nem Unimed porque tenho acompanhado relatos de amigos que têm sofrido horrores com o que todos têm chamado de SUSnimed.

Essa semana mesmo uma amiga minha estava no twitter informando que a avó dela de 90 anos, vítima de uma pneumonia, esperava havia seis horas para ser internada sem uma medicação sequer. Somente após muito “moído” via twitter a senhora foi internada e recebeu o atendimento necessário.

Outra amiga minha está grávida de quase oito meses e foi conversar com a médica dela para discutir em qual clínica seria melhor para fazer o seu parto. Como já havia tido algumas recomendações sobre a clínica chamada CLIM disse à médica que gostaria de ter sua menina lá mesmo.

Para sua surpresa a médica a informou que seria impossível porque estavam sendo registrados casos da superbactéria (KPC) na clínica e, por esse motivo, recomendava procurar outro lugar que, claro, não será a Unimed já que lá também foram registrados casos da mesma doença.

Isso para não falar de alguns médicos que ficam tão famosos que você só consegue marcar uma consulta com eles para daqui a uns três meses e olhe lá.

Essa mesma amiga minha que está grávida para conseguir fazer uma ultrassom essa semana teve que marcar o mês passado, ou seja, ela agendou o exame com mais de um mês de antecedência ou então não faria já que a agenda do profissional recomendado estava lotada.

Moral da história: se você estiver morrendo e depender de um plano de saúde, compre um caixão que é bem mais prático. Ou então corra para os hospitais públicos mesmo, porque neles, se acontecer alguma coisa, no outro dia todos os jornais vão noticiar, já nos hospitais particulares se acontecer algo com você dificilmente será divulgado pela imprensa e aí você estará completamente desamparado.

A justiça também vive assinando Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) obrigando os hospitais públicos a atenderem da forma correta. Nunca vi em minha vida ser assinado um termo desses com um hospital privado. Porque será hein?

O texto é de inteira responsabilidade do assinante

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