Nice Almeida – Minha cidade nota zero

Publicado em domingo, Março 4, 2012 ·

 

O governo federal descobriu um fato que os usuários do Sistema Único de Saúde já constataram há muito tempo. A saúde do Brasil está na UTI e passa tão mal que alguns cidadãos na fila de espera só conseguem esperar mesmo pela morte e nada mais.

Foi a primeira vez que o atendimento no SUS ganhou nota para avaliar o acesso e a qualidade dos serviços. E o resultado você que enfrenta meses de espera pela realização de um mísero exame já sabe: a nota é zero, com Z maiúsculo.

O índice de desempenho do Sistema Único de Saúde, ou IDSUS, é uma tentativa do governo de avaliar o atendimento oferecido à população na rede pública de saúde. O índice leva em conta uma série de fatores como a facilidade de acesso ao serviço de saúde e a qualidade do atendimento e será divulgado a cada três anos.

Para mim, sinceramente, a nota ainda foi muito alta. Segundo o IDSUS, a média do Brasil ficou em 5,47. Agora eu explico porque achei alta. É que para o idoso, a gestante, o portador de câncer ou outra doença grave qualquer, a nota é zeroooooooo.

Só quem tem que passar três meses esperando para conseguir fazer um exame e, pelo menos, mais três meses para receber o resultado é que sabe que a situação da saúde no país vai de mal a pior. Só quem chega à porta de um hospital e recebe um não estrondoso como resposta é que sabe de fato avaliar como anda a saúde no nosso país.

E EM ARARA, BANANEIRAS, CASSERENGUE E SOLÂNEA A NOTA FOI…

E se você mora em alguma cidade do Interior, aí meu amigo este sofrimento que estou relatando é quadruplicado. Vejamos os dados referentes aos municípios paraibanos de Arara, Casserengue, Bananeiras e Solânea, essa última minha amada cidade natal.

Veja meu povo, nenhuma dessas cidades conseguiu sequer atingir a vergonhosa média nacional que foi de 5,47. Arara foi a única que quase chegou lá e ficou com nota 5,45; Bananeiras ficou com média 4,81; Solânea teve um desempenho de 4,79; e, Casserengue teve apenas a nota 4,55.

É preciso que os governos federal, estadual e municipal revejam o atendimento público de saúde nessas cidades com urgência. É preciso mais empenho de nossos políticos na tentativa de mudar essa situação. É necessário também que nós cidadãos, eleitores, passemos a avaliar melhor os nossos candidatos porque depende de nós também transformar nossa cidade, nosso estado e nosso país.

O sofrimento alheio não é nada engraçado e com certeza não será a porcaria de uma “avaliação” que irá mudar esse quadro. Somente a comoção dos homens públicos e o fim tão sonhado da corrupção é que poderá transformar essas notas.

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