Nice Almeida – A obra de Maranhão

Publicado em quinta-feira, outubro 11, 2012 ·

Sabe aquele ditado que diz: “criei cobra pra me morder”? Nesse momento não há nada que se encaixe melhor para o ex-governador José Maranhão!

Alguns anos atrás Maranhão comprou briga com Ronaldo Cunha Lima e ficou com o PMDB para ele. Seus seguidores o apoiaram e ele, por três vezes, conseguiu comandar o Estado da Paraíba representando a sua sigla.

O que o ex-governador não imaginava – acredito eu – é que anos mais tarde esses mesmos seguidores viessem a desejar o seu ‘sepultamento’ dentro do partido.

Sem mandato, sem cargo federal, sem nada – politicamente falando – o que resta para Zé Maranhão é o mais óbvio: ser presidente do partido que ele nunca deixou de comandar e conseguir, mais uma vez, decidir sobre a nova eleição. Agora a de 2014, já que na Paraíba nem termina um pleito e já se começa a pensar no próximo.

O problema é que os índios da tribo ‘PMDBjós’ não querem mais que ele seja o cacique. Defendem renovação partidária, defendem mudança, querem novos líderes. E, mais uma vez, o PMDB racha. Vive momentos de briga intensa entre seus próprios membros.

Mas isso não é tão novo assim! É?

Desde o ano passado o PMDB vive uma guerra interna. Manoel Júnior queria porque queria ser candidato a prefeito de João Pessoa, Maranhão não deixou. Gervásio Maia Filho bateu boca com Maranhão durante uma reunião por conta do diretório de São Bento, Maranhão bateu o martelo e colocou um ponto final na discussão. Quem não se lembra disso?

O que me causa estranheza aí é Wilson Santiago que, vamos combinar, vivia pendurado na aba do ex-governador, se rebelar. Era um escudeiro fiel. Coisa mais difícil era ir a um evento de Zé Maranhão e não encontrar Santiago lá.

Quando Santiago teve que devolver a cadeira de senador a Cássio – a quem era de direito – o PMDB promoveu em sua sede uma entrevista coletiva à imprensa e quem estava lá bem do lado do ex-senador? Ele mesmo Maranhão! E agora…

Maranhão sempre mandou no PMDB. Isso não é e nem nunca foi segredo pra ninguém. E nunca, até agora, teve quem ‘ousasse’ vencer uma queda de braço travada com ele dentro do partido. O próprio Trocolli Júnior deixou a sigla por conta disso e depois acabou voltando.

Será que agora vai? Ou será que Maranhão vai novamente dizer: ‘rapaz, deixe disso. A casa é minha e quem estiver incomodado que se mude’.

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