Mulheres são mais instruídas e ampliam o nível de ocupação, revela pesquisa

Publicado em sábado, dezembro 22, 2012 ·

Em dez anos, o nível de instrução das mulheres continuou mais elevado que o dos homens e elas ganharam mais espaço no mercado de trabalho

Divulgação / EBC O nível de instrução das mulheres ficou mais elevado que o dos homens assim como grupo feminino registrou crescimento mais acentuado no ambiente de trabalho

  • O nível de instrução das mulheres ficou mais elevado que o dos homens assim como grupo feminino registrou crescimento mais acentuado no ambiente de trabalho

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) revela, a partir do Censo 2010, que o nível de instrução das mulheres continuou em maior crescimento que o dos homens e elas ganharam mais espaço no mercado de trabalho.

Entre o percentual considerado e o período entre 2000 a 2010, foi constatado que o nível de ocupação das mulheres de 10 anos ou mais passou de 35,4% para 43,9%, enquanto o dos homens foi de 61,1% para 63,3%. Na faixa etária de 25 anos ou mais, o percentual de homens com pelo menos o nível superior foi de 9,9%, e das mulheres, de 12,5%;

A pesquisa demonstra que as taxas de escolaridade e o nível de instrução tiveram elevação com o aumento do rendimento mensal domiciliar per capita no período avaliado. A taxa de abandono escolar precoce, também teve redução de 48,0% para 36,5% entre o período. Essa taxa também é maior entre os homens (41,1%) que entre as mulheres (31,9%).

Os dados mostraram, ainda, que, em dez anos, houve desconcentração em todos os tipos de rendimento: todas as fontes, domiciliar e de trabalho. Neste último caso, os maiores aumentos foi para aqueles que ganhavam menos. O rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos 10% da população com as maiores remunerações caiu 5,3% em 2010, enquanto para os 10% com as menores remunerações o crescimento real foi de 35,9%.

Além de educação e trabalho, os últimos resultados do questionário da Amostra do Censo 2010 trazem informações mais detalhadas também sobre rendimento e deslocamento para estudo e trabalho.

Educação

Nas faixas etárias de 18 ou 19 anos e de 20 a 24 anos a escolarização era menor que nas faixas mais jovens e a das mulheres superou a dos homens. Na parcela feminina, o percentual de mulheres que não frequentavam escola foi de 54,6%, no grupo etário de 18 ou 19 anos, e de 73,2%, no de 20 a 24 anos, enquanto na masculina esses indicadores foram 55,4% e 76,5%, respectivamente. Na área urbana, o percentual de pessoas que não frequentavam escola foi 54,2%, no grupo etário de 18 ou 19 anos, e de 73,6%, no de 20 a 24 anos, enquanto que na área rural, esses indicadores foram 59,0% e 82,3%, respectivamente.

Nível de instrução

O nível de instrução das mulheres ficou mais elevado que o dos homens. Na população masculina de 25 anos ou mais de idade, o percentual de homens sem instrução ou com o fundamental incompleto foi de 50,8% e o daqueles com pelo menos o superior de graduação completo, 9,9%, enquanto que, na população feminina, esses indicadores foram 47,8% e 12,5%, respectivamente. O contingente feminino com pelo menos o curso superior de graduação completo foi inferior ao do masculino somente nas faixas a partir dos 60 anos de idade.

A saída precoce de jovens na escola é maior na população masculina. Entre os jovens de 18 a 24 anos que não haviam completado o ensino médio houve uma queda de 11,5 pontos percentuais dessa taxa de 2000 para 2010, passando de 48,0% para 36,5%, respectivamente. Entre os homens esa taxa foi de 41,1% enquanto as mulheres, 32,0%.

Trabalho

Embora o nível de ocupação entre os homens tenham sido mais altos que o das mulheres em todos os grupos etários, o grupo feminino registrou crescimento mais acentuado, visto que passou de 35,4% para 43,9%, enquanto os homens registraram aumento de 61,1% para 63,3%.

No contingente de homens ocupados, 60,1% estavam concentrados em quatro seções de atividade: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, indústrias de transformação e construção. Já na população feminina, 61,5% estavam ocupadas em cinco seções de atividade: comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, serviços domésticos, educação, indústria de transformação e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

A seção de atividade com maior a predominância feminina foi a dos Serviços domésticos, em que as mulheres constituíram 92,7%, vindo, em seguida, as seções da Educação (75,8%) e da Saúde humana e serviços sociais (74,2%). A participação feminina ainda foi mais elevada que a masculina na seção das outras atividades dos serviços (62,5%), Alojamento e alimentação (54,9%), sendo pouco mais da metade na das Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (50,3%).

Rendimento

Considerando a posição na ocupação das pessoas avaliadas, o rendimento médio mensal do trabalho principal dos empregadores foi o mais elevado (R$ 4.994). O segundo mais elevado foi o dos trabalhadores por conta própria (R$ 1.317), destacando-se a diferença acentuada entre os contribuintes e não contribuintes de instituto de previdência oficial. Os trabalhadores por conta própria não contribuintes (R$ 986) ganhavam 43,4% do rendimento dos contribuintes (R$ 2.272). Em relação ao rendimento real médio mensal de todas as fontes, de 2000 para 2010, verificou-se crescimento de 6,9%, passando de R$ 1.254 para R$ 1.340.

Fontes:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Agência Brasil

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