Monitorar a rotina do filho pelo celular pode virar obcessão

Publicado em terça-feira, janeiro 29, 2013 ·

Foto: Shutterstock
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Ligar para o pai ir buscar na casa do amiguinho ou receber uma chamada da mãe perguntando se está bem faz parte da rotina de muitas crianças. No Brasil, o celular é uma das tecnologias mais presentes na vida dos pequenos: 64% das crianças entre cinco e nove anos já usaram o telefone móvel para se comunicar com alguém, segundo uma pesquisa conduzida pela Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC). O aparelho ajuda a garantir segurança e a organizar o dia a dia familiar, mas pode prejudicar o desenvolvimento se os pais não estipularem regras para o uso.

No começo, o celular é mais uma necessidade dos pais do que da criança, como destaca a psicóloga Ana Luiza Mano, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas de Psicologia e Informática da PUC-SP. Apesar do aparelho não ser uma garantia total de segurança, poder falar com os filhos a qualquer hora e em qualquer lugar deixa os pais mais tranquilos. No entanto, ter um celular só será benéfico se os pais explicarem para criança para o que aquele novo objeto vai servir e se respeitarem a privacidade do pequeno.
Monitorar os filhos o tempo inteiro pelo celular é sinal de obsessão. “O aparelho não pode ser como um cordão umbilical, que liga mães e filhos o tempo todo”, alerta a educadora Silvia Colello, professora de psicologia da educação da Universidade de São Paulo (USP). Adquirir um aparelho não pode ser motivo de mais preocupações e estresse. A criança pode perceber quando os pais estão mais preocupados do que o normal e deixar de aproveitar plenamente os momentos longe de casa. Além disso, dar ordens pelo celular pode atrasar o desenvolvimento da autonomia do pequeno.
Tanto a criança quanto os pais devem respeitar, ainda, as restrições de uso do dispositivo. Quando o pequeno está no colégio, por exemplo, os pais não devem ligar e, de preferência, o aparelho deve estar desligado. O ideal é que a escola tenha regras estabelecidas sobre o uso das tecnologias, e os pais façam uma parceria com a instituição para ensinar essas regras para a criança. Mas nunca devem dar mau exemplo para os pequenos.
Quando chega a hora de comprar o primeiro celular
Não há uma idade exata a partir da qual crianças podem ter um celular. Em geral, especialistas consideram inadequado antes dos oito anos, mas é preciso avaliar a maturidade do pequeno para dar o aparelho. O certo é que deve haver uma necessidade, um motivo concreto que faça o aparelho ter utilidade na vida da família, até porque representa um gasto a mais para os pais. Se houver uma razão, o ideal é adquirir um modelo simples e autoexplicativo.
Ao entregar o celular nas mãos do pequeno pela primeira vez, os pais devem explicar como mexer, gravar os contatos mais importantes na agenda – como os celulares e os telefones do local de trabalho dos pais, para emergências – e orientar a criança sobre quando usar ou não o aparelho. Também é preciso explicar o que fazer quando um número desconhecido ligar e orientar para nunca passar dados pessoais pelo aparelho, conforme as regras que cada família estabelecer. A psicóloga Ana Luiza destaca ainda que os pais devem conhecer todas as possibilidades do aparelho que estão dando para os filhos, para assim poder ensiná-lo.
Cartola – Agência de Conteúdo
Terra

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