Missão Pastoral

Publicado em quinta-feira, agosto 18, 2016 ·

 

padre boscoA pastoral carcerária continua sendo presença da igreja no mundo do cárcere e acompanhando com muita perplexidade a situação prisional no país que a cada dia se torna mais grave. Trata-se, às vezes, apenas da presença, uma vez que a realidade não permite que aconteçam momentos de evangelização e de celebração.

A cada dia cresce o numero de presos (visão apenas punitiva do estado brasileiro). É impossível imaginar que a justiça continue sentenciando ou deixando presos provisórios em lugares que não existem. Muitas vezes a sentença leva para a morte.

Não se concebe que pessoas vivam como morcegos, pendurados nos telhados, por ordem do judiciário. Se for preciso provar, uma visitar é suficiente.

Todos sabem que não existe solução imediata, porem, também é verdade, que essa situação é profundamente injusta para quem quer fazer justiça.

A situação é tão grave que pelo Brasil a fora as denuncias estão sendo feitas no OEA.

Uma pessoa verdadeiramente cristã, de qualquer igreja que segue Cristo, se não se indignar e denunciar essas situações há muito tempo traiu o Evangelho. Claro que a denuncia incomoda melhor que não houvesse essa situação.

A denúncia não pode ser compreendida como uma simples Crítica, mas como gesto próprio do pastor diante da situação do rebanho encarcerado.

Os resultados dessa situação vez por outra aparecem com mega rebeliões. Alem da situação insuportável e insustentável por vezes elas são provocadas através de castigos excessivos, sem contar que aprisionar nas estruturas que temos já é pratica de tortura onde existe uma superpopulação.

Quando no Rio Grande do Norte foi dito que vão dormir no chão por causa da rebelião, o fato é que já dormem no chão de forma pehttp://carceraria.org.br/rmanente. Isso se prova com uma simples visita. É só identificar o numero de camas por cela e quantos lá convivem. É claro que o tipo de reflexão desagrada e somos questionados, no entanto, as pequenas mudanças acontecidas no sistema, são também frutos das demandas pautadas e apresentadas pela pastoral carcerária.

Causa sempre muita estranheza como a Lei de Execuções Penais não seja observada nas pequenas coisas que poderiam acontecer. Por exemplo, as sanções coletivas, diz a LEP, não podem ser aplicadas. Não se pode punir o todo para atingir a parte que não foi identificada. Punir, dessa maneira, significa castigar que não tem nenhuma culpa, inclusive o direito da família de visitar. Penso eu na minha ignorância que o judiciário nunca deveria aceitar essas sanções pelo fato de agredir a LEP. Quando a Lei diz que não se pode dizer que sim. A esse respeito, vejam: http://conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=25890.36931.

A pastoral continua sua missão no desejo de que a agenda pelo desencarceramento possa avançar pelo Brasil a fora. Conferir: http://carceraria.org.br/.

Toda sociedade e todas as famílias precisam repensar o posicionamento que tem a respeito das prisões como solução para a violência. Nenhuma receita mágica existe mas se deve buscar e ousar.

pebosco@gmail.com

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