Ministro da Educação anuncia mudanças no Enade

Publicado em quinta-feira, Março 15, 2012 ·

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na quarta-feira (14) uma série de mudanças na aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Uma das principais medidas será tornar a avaliação obrigatória para todos os estudantes que concluirão o curso num determinado ano (atualmente, quem termina o curso no primeiro semestre não presta o exame). Além disso, a nota de um aluno que trocou de universidade no ano da sua formatura será, a partir de agora, atribuída à faculdade onde ele estudava antes.

– As mudanças são para garantir a eficácia da avaliação do Enade – disse Mercadante.

As novidades foram anunciadas após uma série de denúncias contra universidades que estariam selecionando seus melhores alunos para prestar Enade e, assim, conseguir uma melhor classificação entre as instituições. Para isso, algumas faculdades estariam até alterando a matrícula de determinados estudantes.
Durante a reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para debater o Plano Nacional da Educação, Mercadante comentou também o Enem. No mês passado, ele disse que “o MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e diverso”, ao referir-se às falhas logísticas do exame. Nesta quarta, o ministro afirmou que são envolvidos na realização da prova 61 batalhões do Exército e 79 unidades dos Correios, além de serem percorridos, no mesmo horário, 305 mil quilômetros em mais de 10 mil rotas.
De acordo com o MEC, a meta da expansão da rede federal de ensino tecnológico é de 562 unidades novas em 512 municípios até 2014. Mercadante disse ainda que é preciso desconcentrar os campi das universidade federais e pediu ajuda dos parlamentares para identificar os melhores locais.
No atual ensino superior, 73,2% dos matriculados estão na rede privada, 15,3% nas federais e o restante nas instituições estaduais e municipais. A maior parte dos alunos está no curso de administração, mas há defasagem na engenharia em comparação a outros países. São seis engenheiros por mil habitantes no Brasil, contra 80 na Coreia do Sul e 40 nos Estados Unidos. Médicos são 1,8 por mil habitantes, abaixo dos 2,4 por mil nos Estados Unidos, 2,7 no Reino Unido, 3,6 na Alemanha, 3,7 no Uruguai.
– Vamos expandir a rede federal existente de medicina. Estamos negociando para expandir a rede estadual. E vamos expandir a rede privada com qualidade – disse o ministro.
Mercadante defendeu um esforço de integração entre as universidades públicas e as escolas para a formação de professores da educação básica. Segundo o ministro, a maioria dos professores hoje saem do ensino superior privado. Ele informou ainda que 12 mil professores da educação básica (0,5% do total) têm apenas o ensino fundamental. Outros 350 mil (26,2%) fizeram o ensino médio, 1,3 milhão (73,3%) cursam o nível superior


FONTE: O Globo
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