Ministério nega uso político de verbas contra seca e garante que PB vai receber mais recursos

Publicado em sexta-feira, agosto 19, 2016 ·

Brasil, Floresta, PE, 08/05/2012. Açude seco em Curralinho de Angico, Floresta, devido a seca que atinge o Sertão nordestino. A seca no já contabiliza um prejuízo de R$ 412 milhões em 56 municípios. As perdas mínimas, de acordo com o secretário da Agricultura e coordenador do Comitê de Enfrentamento à Seca, Ranílson Ramos, são de 91%, sobretudo no Araripe, São Francisco e   Moxotó. As culturas mais atingidas são as de feijão, milho e mandioca. Quem cria gado está se   desfazendo do rebanho rapidamente porque não há perspectivas de chuva e os animais estão sem ter o que comer. A estiagem promete ser a pior dos últimos 30 anos. Fonte: Jornal do Commércio. - Crédito:RICARDO B. LABASTIER/ASSOCIATED PRESS/AE/Codigo imagem:113829

O Ministério da Integração Nacional afirmou nesta quinta-feira, 18, que “não está favorecendo qualquer partido político nas aplicações das verbas de combate à seca”. Em nota, a pasta contestou reportagem publicada pelo Estado que revelou a decisão do governo Michel Temer (PMDB) de retirar dos governadores do Nordeste a execução de recursos para obras emergenciais de combate à estiagem na região para passá-la ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), controlado predominantemente por peemedebistas, e garante que a Paraíba, administrada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), irá receber mais recursos.

A pasta também refutou a interpretação de que esteja favorecendo Estados governados pelo PMDB, como Alagoas e Sergipe, ao fazer os repasses. “O que está sendo feito é a correção de distorções”, diz a nota, ressaltando que a Paraíba, governada pelo PSB, também vai receber mais recursos.

Segundo o ministério, obras emergenciais como construção de adutoras de engate rápido serão executadas por órgãos da pasta, como o próprio Dnocs e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba (Codevasf), controlada pelo PP. E destacou que obras estruturantes que já vinham sendo executadas pelos governadores continuarão sendo tocadas pelas administrações estaduais. Parlamentares da oposição e da base aliada criticaram a decisão do governo de transferir para o Dnocs a execução de verbas para obras emergenciais.

A liberação dos recursos para essas intervenções foi autorizada por meio de uma medida provisória editada em julho e que abriu crédito extraordinário de R$ 789,9 milhões para ações na região. Da tribuna do Senado, o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), afirmou que a decisão do governo significa uma “volta à época dos coronéis e dos currais eleitorais”.

Blog do Gordinho com Estadão

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