Medo da microcefalia: Paraíba já tem 45 casos e grávidas procuram diagnóstico

Publicado em terça-feira, novembro 24, 2015 ·

gravidaOntem, 18 gestantes procuraram o Hospital Pedro I, em Campina Grande, para realizar exames que detectam se os fetos estão com microcefalia. Desde ontem, o hospital é o serviço de referência na cidade para as grávidas nessa situação, por causa do surto de microcefalia na Paraíba. A Secretaria de Saúde do Município informou que já são 23 casos detectados de bebês com a malformação, sendo 13 nascidos e vivos, um morto e 10 ainda sendo gerados. São três casos a mais do que os registrados até a sexta-feira passada.

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As mulheres atendidas ontem, tiveram a urina colhida e congelada. “Através dessa urina será feito um exame para verificar se elas tiveram zika. As que forem confirmadas, serão chamadas para realizarultrassonografias especializadas na próxima sexta-feira. Nós receberemos esses exames e os que tiverem o diagnóstico de microcefalia receberão a notícia por meio de uma psicóloga”, disse a diretora administrativa do Hospital, Malba Kaline Vieira Damaceno.

Duas das 18 grávidas já tinham ultrassonografia com o diagnóstico de que os fetos têm microcefalia, uma de Campina e a outra de Parari, no Cariri.

A dona de casa Maria de Fátima Araújo, 28, está gestante de cinco meses e foi atendida ontem. Ela estava bastante apreensiva já que teve a zika no terceiro mês de gravidez. “Depois que eu soube desses casos de bebês com microcefalia, fiquei muito preocupada. Vou ficar tranquila quando receber os exames”.

A angústia era comum nas gestantes que procuraram o Pedro I, ontem. “Todas estavam muito tensas, ansiosas e algumas até mesmo durante os exames choraram com medo de passarem pelo problema”, disse a enfermeira Clarissa Emanoele Gonzaga.

Quando nasce. “Depois que nasce está sem jeito. Viemos para casa na última sexta-feira e até agora estou esperando me ligarem para levar meu bebê no médico de cabeça. Dizem que ele tem que fazer uma ressonância, mas não sei quando vai ser isso. Os irmãozinhos dele olharam meio desconfiados porque ele tem a cabeça pequenininha, mas está tudo bem”, disse Francicleidede Lima, 30 anos, mãe de bebê microcéfalo nascido em 10 de novembro, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).

Giovannia Brito/Fernanda Figueiredo/Correio da Paraiba

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