Mecânico é processado por fazer réplicas de Ferrari

Publicado em terça-feira, janeiro 14, 2014 ·

 

replica-ferrariUm mecânico espanhol está encrencado na Europa. Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, José María Calero fazia réplicas de superesportivos em seus armazéns sem a autorização das montadoras e agora está sendo processado.

Feitos na maioria sobre a base de antigos modelos da Toyota e utilizando peças adaptadas, as imitações de Ferrari e de Aston Martin eram vendidas por 40 mil euros (quase R$ 130 mil), cerca 20% do preço dos modelos originais.

De acordo com a publicação norte-americana, a Ferrari tomou conhecimento do que o mecânico estava fazendo e alertou a polícia espanhola. Em julho, as autoridades fecharam as linhas de montagens. Além de 17 réplicas da marca italiana, foram apreendidas duas cópias de esportivos ingleses.

Divulgação/Policia Nacional Espanhola
Um dos modelos apreendidos ainda não tinha a cabine terminada; processo era aparentemente rústico
Um dos modelos apreendidos ainda não tinha a cabine terminada; processo de confecção era aparentemente rústico

Montadoras alegam que esse tipo de cópia desvalorizam seus modelos. Do outro lado, o mecânico se defende alegando que investiu 400 mil euros (aproximadamente R$ 1,7 milhão) em ferramental e que empregava 13 pessoas.

Ainda segundo o jornal, não há um juiz designado para o caso. Mas Calero já se dá por vencido, alegando que um processo longo esgotaria os seus recursos. “A Ferrari já ganhou”, afirma.

Divulgação/Policia Nacional Espanhola
Montagem de fotos mostra detalhes das cópias de Ferrari; no alto, à direita, o motor Toyota
Montagem de fotos mostra detalhes das cópias de Ferrari; no alto, à direita, o motor Toyota instalado na dianteira; F430 original tem propulsor traseiro

FICÇÃO VS REALIDADE

Este não é o primeiro caso de réplicas não autorizadas. De acordo com o periódico, casos como o do espanhol vêm crescendo. O acontecimento mais famoso aconteceu em fevereiro do ano passado, na Califórnia (EUA).

Uma empresa que ostenta o nome ‘Gotham Garage’ foi acusada e condenada pela corte americana por fazer Batmóveis sem a autorização da produtora de filmes Warner Brother Co.

O juiz responsável pelo caso, Ronald S.W. Lew, afirmou em sua decisão que o nome e a imagem do meio de locomoção do super-herói das obras de ficção são também protegidos no mundo real pelos direitos autorais.

Folha

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