Mantega pede calma com inflação, e oposição tenta lucrar

Publicado em quinta-feira, abril 11, 2013 ·

mantegaO ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou nessa quarta (10) o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação, que voltou a servir de mote à oposição para levantar críticas à política econômica do governo federal.

“A inflação de março, se nós decompusermos essa inflação, vamos ver grande desaceleração da inflação. Tivemos os alimentos que pressionaram a inflação de março e impediram que a queda fosse maior”, comentou, ao final da 15ª Reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), em Brasília.

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O IPCA teve teve variação menor de fevereiro para março, indo de 0,60% para 0,47%. Os alimentos voltaram a ser o grupo responsável pela maior pressão, mas a taxa foi de 1,45% para 1,14%. O índice acumulado em 12 meses voltou a superar o teto da meta de 6,5%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, e atingiu 6,59%, no maior índice desde o novembro de 2011 (6,64%).

Para Mantega, a trajetória de queda da inflação continuará ao longo de 2013. “Estamos atentos porque ela [inflação] é prejudicial a toda economia brasileira. Aos trabalhadores, que pagam produtos mais caros, e aos empresários, porque têm dificuldades de calcular custos e viabilizar projetos. A boa noticia é que o IPCA de março foi menor que o de fevereiro e menor que o de janeiro. Estamos com trajetória de redução da inflação”, disse.

O índice acumulado subiu pelo nono mês seguido, mas a expectativa é de que essa tendência comece a reverter a partir da próxima divulgação. A taxa de março foi a menor dos sete últimos meses. No primeiro trimestre, o IPCA somou 1,94%, ante 1,22% em igual período de 2012.

O ministro da Fazenda foi questionado sobre a possibilidade de alta da taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne na semana que vem em Brasília e as pressões do mercado financeiro têm aumentado para que se interrompa a trajetória de corte da Selic iniciada no governo Dilma Rousseff, levando a uma nova elevação com base na noção de que há um risco elevado de descontrole sobre a inflação. “Eu não falo de juros, juros são de responsabilidade do Banco Central”, esquivou-se. A taxa atual está em 7,25% ao ano.

Oposição

Depois de o provável candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, o mineiro Aécio Neves, afirmar que o governo é “leniente” com o controle de preços, hoje foi a vez de o DEM aproveitar o tema. No Congresso, os deputados Ronaldo Caiado (GO), Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Mendonça Filho (DEM-PE) informaram que vão propor a realização de uma comissão geral para discutir o controle da inflação. “Em vez de discutirmos nas comissões técnicas, vamos levar esse debate ao plenário com a comissão geral. O Brasil está parado e a inflação cada vez mais alta”, disse Mendonça Filho.

Caiado ressaltou que o peso dos alimentos no salário do trabalhador subiu. “Há três anos, a cesta básica representava 15% ou 18% do salário, no máximo 22%. Hoje, no entanto, ela compromete 45% do salário mínimo, um comprometimento real do salário do trabalhador”, disse. Caiado disse ainda que o governo perdeu o controle da inflação. “Ela soltou as rédeas e agora não tem capacidade de segurar esse avanço da inflação”, disse.

O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que o governo tem plano de combate à inflação e minimizou a manifestação do DEM contra a alta dos preços. “A oposição tem esse direito, isso precisa ser visto com naturalidade”, disse Guimarães.

Ele concordou com a realização de uma comissão geral para discutir a inflação. “Se for uma discussão de mérito e não apenas jogo de cena da oposição, tudo bem. Vamos discutir as questões importantes para o País”, disse.

O líder petista também afirmou que, embora a inflação tenha subido além da meta do governo, a política econômica não está comprometida. “Já há sinais claros em 2013 de retomada do crescimento com controle da inflação. Não há risco de retomada da inflação”, assegurou.

Com informações da Agência Câmara e da Agência Brasil.

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