Lula faz desafio a adversários e diz que correrá o país em 2013

Publicado em quarta-feira, dezembro 19, 2012 ·

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quarta-feira (19) seu pronunciamento mais duro desde a divulgação de depoimento em que o empresário Marcos Valério o acusou de ter se beneficiado do mensalão.

Ele participou da posse do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques da Silva. A entidade foi presidida pelo petista no final dos anos 70.

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Lula participou de posse no Sindicato dos Metalúrgicos
Lula participou de posse no Sindicato dos Metalúrgicos

Sem dizer o nome de Marcos Valério nem mencionar o depoimento em que o operador do mensalão afirmou que dinheiro do esquema teria sido usado para pagar despesas pessoais do ex-presidente, Lula afirmou que os adversários terão que trabalhar “mais do que ele” para derrotá-lo e prometeu correr o país no próximo ano.

Dirigindo-se a uma plateia de sindicalistas e aliados como o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e o ex-ministro Orlando Silva, Lula disse que está sendo atacado por causa das vitórias de seus aliados nas últimas eleições.

“Não se preocupem muito com os ataques, porque há uma razão para isso. Em 2010, quando eu indiquei a Dilma [como sua sucessora], disseram que ela era um poste. Então vencemos. Neste ano, quando indiquei o Haddad [eleito prefeito de São Paulo], disseram que era um poste. E de poste em poste a gente está iluminando o Brasil”, declarou.

Lula fez metáfora com os tempos de sindicalista para sugerir que é alvo de denúncias por ter se fortalecido politicamente.[bb]

“Vocês não podem perder de memória que nós, no sindicato, quando queríamos falar mal de patrão, a gente falava da Volkswagen, da Ford e da Mercedes Benz. Por que delas? Porque eram as três maiores. Ninguém iria falar de fabriquinha”, afirmou.

O ex-presidente prometeu que vai percorrer o país fazendo política em 2013. “No ano que vem, para alegria de muitos e tristeza de poucos, estarei andando por esse país”, disse. Ele declarou querer ajudar a presidente Dilma Rousseff a governar, e o PT a eleger mais prefeitos e governadores.

Afirmou ainda ser necessário fortalecer a aliança de seu partido com “o PSB, o PC do B e o PDT”.

O discurso, de 42 minutos, terminou em tom de desafio aos adversários, que Lula não nominou. “Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem: trabalhar mais do que eu. Mas se ficar um vagabundo numa sala com ar-condicionado, falando mal de mim, vai perder”, disse.

DESAGRAVO

Desde seu início, a cerimônia de posse de Rafael Marques teve o tom de um ato político em defesa do ex-presidente. O espaço do evento foi decorado com faixas com mensagens como “Lula é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo”.

O slogan foi adotado por petistas e aliados após a divulgação do depoimeno de Valério.

Antes de Lula, o presidente da UNE, Daniel Iliescu, o coordenador do MST Gilmar Mauro e o presidente da CUT, Vagner Freitas, discursaram. O ex-presidente foi exaltado como “patrimônio da sociedade brasileira e internacional”. Também houve críticas à mídia e ao Supremo Tribunal Federal, que acaba de concluir o julgamento do mensalão.

Após tomar posse, Rafael Marques puxou um grito de “um, dois, três, é Lula outra vez”, e foi acompanhado pela plateia.

Folha

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