Juiz manda bens de condenados na ‘Barbárie de Queimadas’ a leilão na PB

Publicado em quinta-feira, junho 4, 2015 ·

queimadasSerão leiloadas as motos de luxo e outros bens dos irmãos condenados pelo “estupro coletivo” de Queimadas, ocorrido no município do Agreste paraibano em 2012. A sentença assinada pelo juiz Antônio Ribeiro Júnior determinou que os bens devem ir a leilão para que o dinheiro seja destinado a indenização de familiares da vítima Michelle Domingos. No crime, ela e Izabela Pajuçara foram assassinadas, após sofrerem violência sexual junto com outras três mulheres.

As motocicletas foram avaliadas em R$ 50 mil, enquanto capacetes e reboques de transportar cavalos devem ser reavaliados e leiloados. Cavalos de raça também pertencens aos irmãos já foram leiloados por R$ 50 mil.

Segundo o advogado da família de Izabela Pajuçara, não cabe mais recurso da decisão proferida pelo magistrado da comarca de Queimadas. “Já houve o trânsito em julgado da sentença e não houve recurso. Aguardamos agora somente a nova avaliação dos bens”, afirmou o advogado Francisco Pedro.

Sete homens e três adolescentes foram condenados por participação no crime. Os adolescentes já cumpriram medida sócio-educativa no Lar do Garoto, no município de Lagoa Seca, Agreste do estado. Os adultos cumprem pena no Presídio PB1, em João Pessoa.

Relembre o caso
No dia 12 de fevereiro de 2012, cinco mulheres foram estupradas e duas delas – a professora Isabela Pajuçara e a recepcionista Michelle Domingos – foram assassinadas na cidade de Queimadas, no Agreste da Paraíba. Elas estavam em uma festa de aniversário em uma casa com dez homens.

Conforme as investigações da Polícia Civil e a denúncia feita pelo Ministério Público da Paraíba, os estupros foram planejados pelos irmãos Luciano e Eduardo dos Santos Pereira, que teriam chamado amigos para abusar sexualmente das mulheres convidadas para a festa de aniversário de Luciano. Segundo informações contidas no processo, o estupro coletivo seria um “presente” para o aniversariante.

Os irmãos teriam simulado a chegada de assaltantes na casa e usado máscaras e capuzes para não serem reconhecidos. Duas das vítimas, no entanto, teriam conseguido reconhecer as pessoas que as violentavam e, por isso, foram tiradas da casa e executadas. Michelle foi morta com quatro tiros em uma rua central da cidade e Isabela foi assassinada com três tiros na estrada para Campina Grande.

 

G1 PB

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