Juiz do Pará gera polêmica ao publicar mensagens ofensivas em sua página da rede social

Publicado em sábado, Março 10, 2012 ·

O juiz Amilcar Guimarães, titular da 1ª Vara Cível de Belém, vem recebendo críticas no Pará e em todo o país pela maneira como condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto a pagar indenização por danos morais ao latifundiário Cecílio do Rego Almeida em 22 de junho de 2005. Frente a isso, o juiz passou a fazer ataques pessoais públicos pela internet com ofensas repetidas ao réu que julgou. Em uma das mensagens, o juiz se referiu ao jornalista como “pateta”, “canalha” e lembrou que, em ocasião anterior, ele recebeu “bons e merecidos sopapos no meio da fuça”.

O episódio se deu em decorrência de uma insinuação de Lúcio Flávio sobre Amilcar Guimarães ter recebido dinheiro para condená-lo. O jornalista nega que tenha feito tal afirmação e também diz que jamais fez qualquer menção à corrupção, como afirmou o magistrado. “Fiz uma representação contra essa fraude que ele praticou.

A representação foi aceita pela corregedora, que votou pelo procedimento administrativo e disciplinar. Nenhum juiz substituto que vai ficar por três dias sentencia no último dia um processo de 400 páginas que deveria estar suspenso.

Eu disse que ele foi venal, que fraudou a sentença. E isso está documentado”, afirma Lúcio Flávio.Questionado sobre o fato de, ao atacar o jornalista no Facebook, estar incorrendo no mesmo crime pelo qual condenou Lúcio Flávio, o magistrado admite que errou. “Ele vem me chamando de corrupto, achei que deveria me defender. Sei que um erro não justifica o outro, mas perto das insinuações que sofri por parte dele, chamá-lo de pateta é quase como chamá-lo de Madre Teresa de Calcutá. Somos duas pessoas extremamente grosseiras e mal educadas. Eu reagi mal e reconheço que não é certo”, afirma o juiz, que diz, no entanto, que não se arrepende do que escreveu. Ele descarta a possibilidade de sofrer uma ação por parte do jornalista. “Ele não ousaria. Ele já me ofendeu muito mais”.

O jornalista Lúcio Flávio Pinto foi condenado a pagar R$ 8 mil como indenização por danos morais por ter chamado o fundador da empreiteira C.R. Almeida, Cecílio do Rego Almeida, de “pirata fundiário”. O repórter utilizou o termo para denunciar a tentativa de grilagem de cerca de 4,7 milhões de hectares de terras públicas no Pará, uma área maior do que países como Dinamarca, Holanda e Bélgica, e do que estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Adital

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