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Jovens dizem que redes sociais atrapalham namoro

Publicado em segunda-feira, janeiro 28, 2013 · Comentar 

Imagem: Mano de Carvalho

Imagem: Mano de Carvalho

As redes sociais mais atrapalham do que ajudam o relacionamento amoroso, de acordo com jovens e adolescentes ouvidos pelo Correio. Para eles, conversar ou “curtir” fotos e comentários do ex-namorado (a) ou possíveis concorrentes, bem como adicionar amigos que o companheiro não aprova são o suficiente para gerar brigas.

Uma pesquisa divulgada pela empresa McAfee no início desta semana corrobora a opinião local: para 44% dos jovens brasileiros comprometidos, as redes sociais podem prejudicar o namoro. O casal Júlia Lucena, 18 e Alberone Mendes, 28, acha que as redes sociais podem prejudicar e ajudar a relação. “Ajuda quando o objetivo é conhecer melhor a pessoa. Quando a Internet passa a ser motivo de brigas, começa a prejudicar. O segredo é não se expor”, opinou Júlia. “Antes de conhecê-la, ‘fucei’ o perfil dela no face”, disse ele.

Para o antropólogo e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Adriano de León, as redes sociais são mal utilizadas e, por isso, elas acabam se tornando vilãs num namoro. “Hoje em dia, tudo é muito exagerado. As pessoas publicam a vida inteira na Internet como se fosse um diário a céu aberto. Elas abrem a privacidade e depois se tonam vítimas dela”, afirmou.

O antropólogo afirmou que as redes sociais causam o fenômeno conhecido como “traição virtual”, uma vez fica muito mais fácil rastrear os passos de uma pessoa através das postagens, que dão informações de locais frequentados, quando e com quem. Com a imaginação aguçada, os pensamentos de traição ficam a um pequeno passo. León lembrou que as temidas fofocas sempre existiram, mas as redes sociais potencializaram a velocidade com a qual elas são transmitidas. “A Internet me permite ver uma foto ou postagem em primeira mão, mas não filtra os comentários maldosos de outras pessoas”, disse.

Por facilitarem a comunicação, muitos casais acabam vivenciando um relacionamento virtual em detrimento do contato cara a cara. “A Internet isola não só os casais, mas as pessoas de um modo geral, a ponto de permitir o desenvolvimento de síndromes antissociais, como depressão. As pessoas se sentem mais seguras diante de uma tela do computador, onde eles podem ser o que quiserem. Posso ser uma pessoa tímida na vida real, mas na Internet me mostrar um garanhão. A aventura é mais segura na Internet”, afirmou León, acrescentando que, mesmo já namorando, na Internet é mais fácil “vestir uma máscara” de cordialidade.

39% usam ‘redes’ para investigar parceiro

A pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia de segurança McAfee e intitulada “Os adolescentes e seus namoros on-line”, foi realizada no segundo semestre de 2012 e mostrou que 44% dos jovens comprometidos acreditam que as redes sociais prejudicam o relacionamento e 23% já tiveram mensagens ou declarações privadas publicadas na Web. Além disso, 35% dos jovens em relacionamento sério acreditam que as redes sociais influenciam as expectativas dos parceiros. Destes, 16% acreditam que o uso das redes sociais gera mal-entendidos e 9% afirmam que causa ciúme. Ainda, 17% dos entrevistados se comunicam com o parceiro através da Internet, 17% já usaram a rede para terminar um namoro e 39% aproveitam as redes sociais para investigar o parceiro.

Exposição

A psicopedagoga Mônica Dias alertou que a exposição demasiada nas redes sociais é perigosa para a manutenção da relação. “Postar fotos na praia usando biquíni ou mostrando mais o corpo geralmente é motivo para brigas. Antes de fazer isso, o casal deve conversar para saber o que incomoda nas atividades online”, sugeriu.

Redes sociais ajudam ou atrapalham?

Renata Monteiro, 21 anos, estudante: “Sempre vão surgir algumas ‘curtidas’ maliciosas e conversas com segundas intenções. É impossível não se importar”

Renê Ferreira, 21 anos, estudante: “Acho que redes sociais são muito impessoais. Qualquer adesão de novos amigos (as) pode resultar em briga”

Rayane Gomes, 17 anos, estudante: “A Internet foi essencial, pois namoramos a distância por dois anos e era assim que nos falávamos. Mas às vezes ela gera mal entendidos”

Thyago Silveira, 20 anos, socorrista: “Quando ela adiciona alguém que não gosto, fico chateado. Mas as redes sociais tanto ajudam quanto atrapalham”

Eduarda Maria, 26 anos, professora: “Com o facebook, criamos um perfil pros dois. Um perfil só nos deixou mais unidos”

Rafael Pinto, 24 anos, eletricista: “Temos muitos amigos em comum e não temos segredos entre nós, por isso temos só um perfil”

Erika Rabenhorst, 26 anos, artesã: “O Facebook influencia e já brigamos muito por causa dele. Quando ele adiciona alguma amiga que não gosto, é briga”

Cristiano Sousa, 26 anos, artesão: “Não vejo mal em adicionar amigos, contanto que eles não usem de má fé ou conversem com segundas intenções”

 

 

Celina Modesto, do Jornal Correio da Paraíba

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