João pessoa

Jovem suspeito de matar namorada diz ter sido torturado para confessar crime, na PB

Publicado em quinta-feira, dezembro 27, 2018 ·

O jovem suspeito de matar a namorada asfixiada após festa de Natal, disse em audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (26), que foi torturado pela polícia para poder confessar o crime, em João pessoa. Após a audiência, Lucas Ferreira Cavalcante foi encaminhado ao presídio do Róger. O suspeito confessou o crime em um vídeo gravado pela Polícia Civil, mas afirmou que não sabia que a ação dele havia causado a morte de Gizely Medeiros.

O delegado Diego Garcia, que realizou a prisão de Lucas Ferreira, ressaltou que a perícia foi realizada e havia prova técnica para comprovar a participação do suspeito na morte da vítima. “Por esse motivo não tinha sentido torturá-lo, já que estava provado tecnicamente”, enfatizou o delegado.

Gizely Medeiros, de 24 anos, foi encontrada morta na manhã da terça-feira (25), por familiares. Ela estava na própria cama, com marcas de agressão.

Jovem que confessou ter asfixiado a namorada está preso em João Pessoa

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De acordo com Moisés Duarte, advogado de Lucas Ferreira, o suspeito disse ter dado dois depoimentos, o segundo gravado em vídeo. Lucas contou na audiência de custódia que os policiais colocaram um saco na cabeça dele, além de ter levado alguns tapas, que, conforme o advogado, não deixaram marcas. Moisés ainda afirmou que o juiz da audiência de custódia determinou que a corregedoria da Polícia Civil apure o caso.

Lucas Ferreira confessou o crime após a divulgação do resultado da perícia — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Lucas Ferreira confessou o crime após a divulgação do resultado da perícia — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Primeiro depoimento

Segundo o delegado Diego Garcia, o namorado de Gizely foi localizado pela polícia em casa, no bairro de Cruz das Armas. Ele foi conduzido coercitivamente até a Central de Polícia onde prestou esclarecimentos.

Diego Garcia disse que o jovem negou que teria matado Gizely e também disse que não houve nenhuma agressão. O jovem falou ainda que ela consumiu muita bebida e também cocaína na noite de Natal, e que quando saiu da casa dela nesta manhã, ela estava bem.

Após ser ouvido, Lucas foi preso por furto de um capacete e de uma bolsa que estavam na residência. Os objetos foram subtraídos no início da manhã, quando o namorado de Gizely saiu da residência. No final da tarde, o resultado do laudo confirmou a morte por asfixia e Lucas foi preso por homicídio. Ele mudou a versão onde negava as agressões e confessou o crime, porém disse que não sabia que Gizely havia morrido.

Perícia identifica que mulher foi morta asfixiada após Natal e namorado é preso na PB

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Suspeito confessa morte em vídeo

Gizely foi achada desacordada na própria cama, em um quarto que fica nos fundos da casa dos pais dela, na manhã da terça-feira. A vítima apresentava marcas de agressões e os pais ainda tentaram socorrê-la, porém o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local e constatou que ela já estava morta.

O corpo de Gizely Medeiros foi levado para o Instituto de Polícia Científica (IPC), onde foi feita uma perícia que identificou a causa da morte como sendo asfixia.

Após o laudo, ele mudou a versão e, em vídeo cedido pela Polícia Civil, confessou o crime, mas disse que não sabia que a jovem havia morrido. Lucas Ferreira Cavalcante disse que matou Gizely segurando a cabeça dela contra o colchão por vários minutos. Em seguida, ele teria voltado a dormir porque não sabia que a namorada estava morta.

Ele também confessou ao delegado Diego Garcia que a morte aconteceu após uma briga do casal por causa de uma ligação no celular dele. Segundo Lucas Pereira, ele estava dormindo no quarto quando Gizely chegou. Nesse momento, começou a discussão. O casal completou um mês de namoro na segunda-feira (24).

Lucas Pereira Cavalcante está preso no presídio do Róger, em João Pessoa. Ele já responde pelo crime de roubo.

Gizely Medeiros tinha 24 anos e deixa um filho de quatro anos em João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Gizely Medeiros tinha 24 anos e deixa um filho de quatro anos em João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Foto: Walter Paparazzo/G1

G1

 

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