Jornal diz que casamento consaguíneo aumenta população com deficiência na PB

Publicado em domingo, dezembro 2, 2012 ·

A consanguinidade é apontada como fator principal para o nascimento de pessoas com deficiências, no interior paraibano, segundo apontou a pesquisa ‘Genética do Sertão’ desenvolvida na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). As equipes visitaram 39 municípios e entrevistaram mais de 20 mil casais e seus 74.392 filhos. A taxa média de endogamia nessas localidades é de 20,19% e a porcentagem de filhos com alguma deficiência (6,19% do total) é o dobro dos casais não consanguíneos (2,96%).

A coordenadora da pesquisa, Silvana Santos, ressaltou que, no geral, as chances de nascerem filhos com doenças genéticas podem até triplicar em caso de consanguinidade, chegando a 13%. Em Gado Bravo, município da região de Campina Grande, por exemplo, foram mais de 30 pessoas identificadas com a síndrome de Usher, que afeta a audição e visão, originada por consanguinidade, mas o número pode ser maior. Segundo o IBGE, quase 30% da população têm deficiência auditiva (8,8%) e visual (20,59%).

Os resultados preliminares do estudo mostram que a taxa das uniões consanguíneas variou de 6% para 41,14%, apresentando uma média de 20,19%. Os resultados também apontaram uma correlação entre o grau de parentesco e a frequência de crianças com deficiências. A quantidade é maior para primos coirmãos (duas irmãs se casam com dois irmãos, de outra família, e seus filhos casam entre si), que foram 11.322 dos entrevistados (15,22%). Para primos em primeiro grau a porcentagem é 8,30% (6.174); 7,10% (5.281) para primos de segundo grau; 6,50% (4.835) para primos de terceiro grau e 6,23% (4.634) para grau de parentesco não definido.

Os municípios estudados foram divididos em dois grupos, de acordo com a distância do litoral.

Sem acesso a geneticista

Os municípios mais distantes mostram uma maior incidência de casamentos consanguíneos em relação aos próximos da costa. A falta de informação, o isolamento das comunidades e a cultura de casamento entre primos são alguns dos motivos para a prevalência da união consanguínea.

A pesquisa também apresentou que 90% dos pacientes avaliados não tiveram acesso aos hospitais de referência em Genética Médica. De acordo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), há apenas quatro especialistas em Genética atuando no Estado.

Correio da Paraíba

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